quinta-feira, 14 de junho de 2007

Entrevista com o Móveis Coloniais de Acaju no Porão do Rock 2007


Sobre o tamanho da banda

(...) quanto ao fato da banda ser muito grande, acho que a gente tem conseguido transformar isso de uma desvantagem em uma vantagem, até porque as pessoas desempenham outras funções dentro da banda.

Sobre projetos futuros

A gente tá com vários projetos. O primeiro vai ser lançado agora em junho, provavelmente, que é o “Vai Tomaz no Acaju”, um projeto com o Gabriel Tomaz, que vai sair em LP, com o Móveis junto com o Gabriel, tocando músicas do Little Quail [and The Mad Birds] e do Câmbio Negro. Vai sair em vinil, um compacto. A gente também está começando a produção do nosso segundo CD. A previsão de lançamento é para o primeiro semestre do ano que vem.

Sobre o processo de composição

A gente fala de brincadeira que se uma música passar pela aprovação de todos nós, vai ter alguém mais que vai gostar.

A gente sempre prezou muito a democracia dentro da banda. É pelo poder argumentação que a gente convence um ao outro.

Cada um na banda tem referências diferentes, a família de cada um é de um lugar diferente e traz idéias diferentes para a banda. O Móveis é muito Brasília. Cada um tem uma identidade diferente e isso acaba gerando uma identidade muito própria.

A gente também tem identificação com públicos diferentes. Algumas pessoas gostam dos sopros, outras gostam do ritmo, outras gostam das melodias, ou das letras.

Sobre a relação com o público

No inicio, por ser muita gente, uma parte da banda tocava no meio do público, e desde o começo a gente promoveu uma troca muito grande com o público. A gente toca junto com o público.

A gente sempre procura conversar com o público, tocar as músicas novas, ver a reação que eles tem. A gente faz o oposto do que geralmente se faz. A gente toca, vê como foi a interação, aí a gente arruma, melhora, vê como ficou, só depois a gente grava a música.

Eu acho que banda hoje, não só do meio independente, tem que fazer show. Com a crise do mercado fonográfico, a formação do público acontece é nos shows. A gente sempre foi uma banda de show. Sempre investimos nos shows.

Sobre o Porão do Rock

É interessante, porque o Porão sempre marca um momento da banda. Cada uma das 3 vezes que a gente tocou a banda tinha uma característica. No primeiro momento, a média de idade da banda era de 17 anos, isso foi em 2000, e a gente ainda não tinha essa proposta que a gente tem hoje, Isso começou em 2002, 2003. No segundo momento, a gente já tava muito mais ligado ao mercado independente. A gente lançou um disco que vendeu 2000 cópias em duas semanas. Isso tudo assim, a gente panfleta, a gente vende o disco, e hoje tá em 6000 cópias. E eu acho que a segunda vez no Porão refletiu bem esse momento. (...) a gente já tinha um público (...). E agora, eu acho que marcou o auge do trabalho que a gente vem fazendo há dois anos com o disco.

É legal porque o primeiro show no Porão foi a primeira vez que a gente ouviu todos os instrumentos. No inicio, queriam botar os sopros lá atrás, como se fossem músicos contratados. A gente disse não (...). Por isso o show de 2000 foi o mais impactante. Foi importante pra marcar as posições da banda, foi a primeira vez que a gente acreditou que a gente podia viver disso.

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Acesse o site da Protons e leia a resenha de todos os 26 shows do Porão do Rock 2007, com fotos e vídeos.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Rock Sunday no Landscape Pub

Antes do início da leitura desta resenha, vale advertir que o envolvimento pessoal dos resenhistas com as bandas e as circunstâncias destes shows em particular impedem que qualquer dose saudável de imparcialidade seja aplicada a este texto. Não temos aqui quaisquer pretensões jornalísticas, mas apenas de fazer um relato divertido dos acontecimentos da tarde do último domingo, 10 de junho de 2007.

Por Boss Matsumoto e Léo Werneck

Muitos gostam de passar um domingo ensolarado vendo o Faustão, o Silvio Santos e o Brasileirão. Outros preferem ir a Chás de bebê, churrascos ou ao Eixão do Laser. Umas 50 pessoas preferiram ir ao Landscape para uma tarde de rock n roll. O 1° Rock Sunday começou com a tradicional pontualidade britânica de quase 2 horas de atraso, com o show do Gran Turismo, um power trio que conta com Macarrão (ex-Fliperama Morfonauta) e Kadu (Brodericks, ex-MF5) na linha de frente. A banda tentou mostrar seu pop rock ensolarado para os amigos presentes, mas junto com o show começaram os problemas técnicos. Macarrão não teve sorte e presenciou a morte de seu amplificador e o suicídio de uma das cordas de sua guitarra. As interrupções quebraram o ritmo da apresentação e a quase ausência de público e de comunicação por parte da banda deram um clima meio frio a coisa toda. Uma pena.

Em seguida foi a vez do Dissônicos, que haviam voltado de Goiânia direto para o Landscape, tentarem animar a galera. Os caras aproveitaram a oportunidade (Show domingão à tarde, praticamente só para amigos), e fizeram uma apresentação meio zoada, com várias participações especiais e um clima de ensaio que divertiu todo mundo. Os principais momentos foram César Garrafa (Opera Volt) tocando bateria, dando oportunidade ao público de ouvir o baterista Delton soltar a voz, o já habitual beer bong protagonizado pelo baixista César, os choques elétricos que o vocalista Álvaro tomou nos dentes ao tentar cantar em um microfone defeituoso, e o final de show quebradeira, a lá Nirvana. Divertido.

Depois do Dissônicos, o Myers tentou mostrar seu trabalho para um público que definitivamente não era o seu. Bastante deslocados em um line up que privilegiou o punk rock, a banda ficou praticamente sem ninguém para assistí-los. Impossível dizer que um show tão vazio tenha sido realmente bom, a banda ainda precisa se movimentar mais no palco e o vocalista poderia soltar um pouco mais a voz, sem medo de ser feliz, mas os caras se mostraram competentes e bem ensaiados, tocando com segurança seu som que mistura influências bem pesadas como Faith No More, Alice In Chains, Korn e Deftones. Provavelmente, o Myers seria capaz de empolgar tocando para o público certo. Destaque para o baterista, que tocou com um kit bastante reduzido, especialmente se tratando de uma banda de metal.

Com o culto evangélico em vias de começar na porta ao lado, o Lips subiu ao palco para fechar a noite. A banda tocou “Come Out and Play” do Offspring e “KKK Took My Baby Away” dos Ramones, além de músicas próprias já conhecidas do público como ”Understanding”, “So Long” e “Out Of Love”, mas curiosamente deixou a porrada “Fuck It All” de fora do set list. A guitarrista Tatiana se irritou e quase tacou fogo em seu amplificador e o baterista Thito, mais participativo, interagiu com a platéia e o resto da banda, mas não roubou a atenção do vocalista Victor 10 centavos e da baixista Maria. Já está a hora do Lips lançar algum material “físico”. Não se pode negar que o evento foi um fracasso de público e que os problemas técnicos aconteceram em número superior ao aceitável, mas, de forma geral, foi uma maneira bastante divertida de passar uma tarde de domingo nesta embrasíla.

sábado, 9 de junho de 2007

Streaming de Era Vulgaris

O novo álbum do Queens of the Stone Age, Era Vulgaris, será lançado nos EUA dia 12 deste mês, mas a banda liberou todas as músicas em streaming no seu site oficial, bem como o doentio vídeo-clipe do primeiro single do disco, "Sick, sick, sick", música que conta com a participação de Julian Casablancas do Strokes. Vale a pena ver e escutar.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Porão do Rock 2007

Depois de várias críticas nos últimos anos, e comemorando sua décima edição em 2007, o Porão do Rock ensaiou um bem vindo retorno às origens, ou pelo menos uma olhada para trás. Foram cortadas da edição desse ano as grandes atrações pops, como Skank, Barão Vermelho e Detonautas, e o festival voltou a ter dois dias, o que se traduz em uma mescla maior de estilos.

Após um primeiro dia dedicado a estilos mais pesados, o sábado foi dominado pelo indie rock e por bandas mais experimentais. A tenda eletrônica estava cheia como no dia anterior, mas desta vez tocando de tudo um pouco, para um publico bem mais eclético. As atrações, de pequeno e médio porte, agradaram e foram capazes de trazer o festival de volta para perto dos porões da cena alternativa.

Quer ler mais? Acesse o site da Protons e leia na integra a resenha da edição 2007 do Porão do Rock.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Quintas Quentes no Landscape Pub

ATUALIZADO


Por Boss Matsumoto

Mais um projeto das quintas quentes no Landscape Pub, pois o rock'n roll não pára. Dia frio, mas nem tão frio como Brasília há uns anos atrás. (tem gente que gosta do final dessa frase).

Lá pelas 23:54 começa a primeira banda, The Pro, invadindo o recinto, tirando o som ambiente do DJ, para começar o rock. Dois guitarristas, um baixista e um batera. O guitarrista e vocalista tinha algo que ainda não conseguiu transmitir ao público, talvez pela qualidade do equipamento do som, pois estava tudo magnificamente alto, bom pra uns, ruim pra outros. Mandaram um som bem moderno, que dava para perceber na cara as influências. Tímidos, mas bem comportados. Destaque para o baixista por tocar o instrumento com gosto, na verdade os instrumentos, chegou uma hora que ele tocou com um outro baixo.

Fim do The Pro, re-começo para o DJ. Entra e sai gente do buraco, que é o local onde o público assiste aos shows. Gente fuma, gente entra, gente sai, gente bebe, gente conversa, gente ri, gente fica puta de estar naquele local de gente estranhas, e eu gosto disso.

Enfim, hora de subirem ao palco as gatas e os gatos do Lips! O guitarrista e vocalista Kikie segura muito bem a onda no instrumento e tem um jeito de cantar excelente para o estilo da banda, que segundo eles, é uma mistura de muita coisa entre punk 77, Yeah Yeahs e até reggae (!). Destaque para "Come Out and Play" do Offspring e "Fuck It All", música própria direta-e-reta do Lips.

Fim do Lips, recomeço do DJ e galera indo e vindo. Sobe ao (alto) palco o Comodoro 77. Som pesado, pesadíssimo, eu diria. Melodias macabras com harmonias ácidas. E no meio disso tudo entra "Aquela", música do Little Quail. "Dotadão" dos Cascaveletes. Grêmio, peso pesado e rock'n roll.

E então acaba mais uma noite de quinta-quente, com pessoas felizes por terem quebrado a rotina e putas por terem que acordarem cedo.


Por Léo Werneck

Na ultima quinta-feira, dia 31 de maio, rolou mais uma Quinta Quente no Landscape, desta vez apresentando as bandas The Pro, Lips e Comodoro 77, em uma saudável mistura de estilos. O bar não ficou lotado, nem tampouco entregue às moscas, e o público parecia realmente interessado em ver as bandas, e não apenas em beber, conversar ou paquerar. Os primeiros a subir no palco foram os novatos do The Pro, que fizeram um bom show, mostrando-se bastante seguros e bem ensaiados em seu indie rock. A banda exala Strokes e The Hives por todos os poros, o que não é necessariamente ruim, já que boas influências são um importante começo para qualquer banda. A falta de uma identidade forte é um problema comum a quem está começando, e que costuma a se resolver com mais shows, ensaios e um pouco de tempo. De qualquer forma, o The Pro mostra um bom inicio e bastante potencial.

Em seguida, os meninos e meninas do Lips mostraram seu som, um cruzamento de punk e indie rock, que algumas vezes lembra Ramones, Green Day e Soviettes, e em outras, lembra mais o trabalho de bandas como Weezer e Ash. Todas essas influências ainda precisam se mesclar de forma mais natural nas músicas do Lips, mas a banda faz um show bem bom, e mostrou uma evolução desde o ano passado. O guitarrista Victor canta a maioria das músicas, e a banda, toda uniformizada, se porta bem no palco, mas quem prende mesmo a atenção da platéia são Maria e Tatiana, baixista e guitarrista do grupo. Outro bom show de outra banda que parece ter futuro. Por ultimo, o Comodoro 77 mostrou seu punk rock, inspirado principalmente pelas primeiras bandas dos movimentos inglês e brasileiro. Tocando para um público um pouco reduzido, os caras se esforçaram para animar o fim de noite, mas suas músicas são muito quadradas, arrastadas e parecidas entre si, deixando a apresentação um pouco monótona e com um feeling de deja vu. No entanto, a banda também é nova e pode surpreender, se firmando com representante de um estilo de punk rock pouco popular nos dias de hoje.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Fnac no Parque 2007

Domingo aconteceu a quinta edição do Fnac no Parque, evento organizado pela famosa loja de departamentos, no estacionamento do Park Shopping. A organização do show reservou um ótimo espaço no estacionamento, com um palco grande e bem montado e um som de boa qualidade e volume. O evento teve inicio por volta das 18 horas, quando os Sapatos Bicolores subiram ao palco para se apresentar a um público ainda relativamente pequeno, e mostrar algumas músicas novas e várias velhas conhecidas dos brasilienses. Apesar de algumas falhas na guitarra, o som estava muito bom e banda mostrou competência e boa técnica, cativando parte do público, bastante heterogêneo, por sinal. No entanto, o palco pareceu um pouco grande demais para o trio, que consegue empolgar mais em locais um pouco menores, onde o contato com a audiência é mais próximo e caloroso.

Em seguida, foi a vez do Clash City Rockers se apresentar. A banda conta com vários músicos conhecidos da cena rockeira brasilense, como Rafael Farret (Bois de Gerião), Pedro Ivo e Carlos Pinduca (Proto) e Philippe Seabra (Plebe Rude), e é, obviamente, um tributo ao famoso The Clash. Após algumas dificuldades no acerto do som durante as primeiras músicas, a banda, que já existe há quase duas décadas, mostrou toda sua experiência e qualidade técnica, executando muito bem músicas de todas as fases da banda. A parte do público que conhecia The Clash se mostrou bastante receptiva, e os mais empolgados formaram até um mosh pit em frente ao palco (que contou com a presença hilária de um índio bastante empolgado). Aqueles que não conheciam a banda deixavam transparecer algum estranhamento, mas também participaram durante as músicas mais acessíveis. Para quem é fã, é sempre bom ver as apresentações do Clash City Rockers. De resto, serviu para apresentar o grande The Clash a um público que normalmente não consome punk rock.

Por último, subiram ao palco Lafayette e os Tremendões. Lafayette é tecladista e durante a Jovem Guarda, tocou com Roberto e Erasmo Carlos. Agora voltou com uma banda formada por integrantes de grandes bandas como Autoramas, Carbona, Acabou La Tequila, Penélope e Canastra. Com vários músicos se revezando nos vocais, a banda faz uma apresentação dinâmica e divertida, que empolgou o público. Tocando grandes (e nem tão grandes) clássicos da época da Jovem Guarda, os Tremendões botaram todos para dançar. Havia aqueles que realmente admiram o estilo e conheciam as músicas, mas a maior parte apenas entrou no clima e se divertiu junto. É raro (e bom) ver punk rockers, indies, crianças, avós e desavisados em geral, curtindo um mesmo show. E tudo de graça. Que as próximas edições do projeto sejam tão bem sucedidas e divertidas quanto essa.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

AFI - Decemberunderground (2006)

Decemberunderground é o sétimo disco do AFI, banda que vem fazendo uma lenta e gradual transição do hardcore para o rock gótico, desde seu quarto lançamento, Black Sails in The Sunset, de 1999. Portanto, o AFI de 2007 pode soar muito diferente da banda de oito anos atrás, mas este álbum nada mais é do que mais um passo em uma direção que foi tomada ainda na gravadora independente Nitro Records. Muitos dos antigos fãs preferem o som de outrora, mas não se pode negar que, hoje, a banda escreve canções mais memoráveis e corajosas do que os hardcores genéricos dos primeiros albums.

O disco começa com a já tradicional intro, e decola logo em seguida com “Kill Caustic”, música rápida e pesada que deve agradar os antigos admiradores. Já “Kiss and Control”, lembra os sons mais pesados do lançamento anterior, Sing The Sorrow. De forma geral, porém, o álbum se equilibra entre as músicas mais pops e as influencias oitentistas. Entre as primeiras pode-se destacar o single “Miss Murder”, “The Killing Light” e “The Missing Frame”, com batidas que lembram o trabalho de Travis Barker (+44). Entre aquelas mais oitentistas estão “Summer Shudder”, “Love Like Winter” e “37mm”, músicas com forte eco de Depeche Mode. Batidas eletrônicas e sintetizadores, aliás, são ouvidos por quase todo o álbum, dando, juntamente com as letras, um ar muito gótico para Decemberunderground. Dificilmente o AFI irá se tornar o próximo queridinho dos emos com este álbum, nem irá convencer aqueles que não vão com a cara da banda, mas para que gosta do estilo (e da banda), é um prato cheio.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Entrevista com Frango da banda Galinha Preta


por Boss Matsumoto

Fale um pouco sobre o histórico da banda e desse nome lindo: Galinha Preta.

O Galinha Preta foi formado em janeiro de 2002 por Bilis (baixo), Japonês (guitarra), Hudson (guitarra solo), Embass (bateria), e Manel (vocais), lançando um EP de 6 musicas que foi gravado e produzido por mim. No mesmo ano, o Manel saiu da banda e a o Galinha Preta ficou sem vocal, mas ainda ensaiava. Ai o Bives me chamou pra cantar. A principio eu não tinha curtido não, achava muito metal. Mas depois fui colocando, aos poucos, as influencias loucas na parada.

Tudo ia bem ate o Embass ter um problema de saúde com os tímpanos, e ter que ficar sem o barulho. E ficamos sem um cara que tocava muito, e o mais importante de tudo, um dos melhores amigos que tenho. Não dava mais pra ele. Aí a banda acabou. Pelo menos pra mim. Aí o Hells achou o Boro. Moleque doido, muito gente fina. E ele pegou as músicas bem rápido, então nós voltamos a tocar. E vai assim até hoje.

Quais são as influencias de vocês?

As influencias são todas! O Bilis curte punk 77 e esses rocks ai muito doidos. O Hells é death metal. O Japonês curte grindcore, furadeiras e tudo que faz barulho. O Boro curte não sei o que, e eu curto de tudo.

Como foi gravar o primeiro CD?

Gravar o disco? Foi legal, sempre ao vivo, sem muitas horas de gravação. Devem ter sido umas 3 horas pra gravar tudo.

E como anda o segundo CD?

O segundo é mais rápido ainda. É só barulho mesmo. É só zona. Aperte o REC e vai gravando as lombras. (risos)

Cite o pior e o melhor show da banda.

Não tem pior e nem melhor show. Pra gente todos são bons. Porque é pra gente mesmo, sabe? Tocamos pra se divertir. Se o povo quiser se divertir com a gente, isso é ótimo, mas se não, também ótimo. Eu vô tá curtindo do mesmo jeito.

Conte sobre coisas bizarras que já aconteceram com os integrantes.

Coisas bizarras? (risos) Nós somos bizarros! (risos) Só tem bicho torto! (muitos risos) Nós somos as coisas bizarras! (risos)

Vocês comem muita galinha? Nada de frango?

Esse negócio de comer galinha, eu como. Não tenho muito preconceito não. Os caras também comem. Caipira e frita. hummmmm! Mas frango é meio complicado. As granjas dão muito hormônio pros bichos! Se você é o que você come, você é só hormônio de frango hoje em dia. Pode observar, as crianças rapidinho já tão desenvolvidas. Praticamente adultos. Eu acho que é essa porra dos hormônios de frango de granja. Por isso eu não como frango, e recomendo não comer. NÃO COMA FRANGO PELO AMOR DE DEUS!

Frango, quantas camisetas pretas você tem?

Tenho uma, uso a mesma roupa sempre! (risos) Mas troco as cuecas! (muitos risos)

Uma mensagem de amor:

Mensagem de amor!? Nós do Galinha Preta amamos todo mundo! Não odiamos nada! Love, love, love!

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Arctic Monkeys - Favourite Worst Nightmare (2007)

Como que temendo que seus quinze minutos acabassem, os hypados Arctic Monkeys decidiram lançar Favourite Worst Nightmare apenas um ano após o seu debut Whatever People Say I Am, That's What I'm Not chegar às lojas britânicas. Entretanto, se depender apenas da qualidade da música feita pelo querteto, os tais 15 minutos terão que ser prorrogados. “Brianstorm” abre o disco com uma verdadeira tempestade de barulho. A música, forte, rápida e mais pesada do que qualquer outra dos Monkeys, é a abertura perfeita para Favourite Worst Nightmare. “Teddy Picker” mantém o nível, com sua base repetida e guitarras que revelam influencias de Queens Of The Stone Age.

A partir da terceira música, a mão do produtor James Ford começa a aparecer, dando o tom geral do álbum: guitarras mais limpas, voz e baixo lá em cima, realçado o lado mais funky da banda. Algumas músicas lembram mais o rock dançante do Franz Ferdinand, do que a crueza do Libertines ou as guitarras dos Strokes, criando um disco menos sujo e urgente do que a estréia da banda. Os vocais quase falados de Alex Turner, porém, ainda estão presentes, assim como sua habilidade em escrever boas letras contando histórias do dia-a-dia da juventude britânica, que fazem do vocalista o verdadeiro raconteur de sua geração.

Também se destacam “Flourescent Adolescent”, que conta com ótima melodia, “Only Ones Who Knows”, a balada mais lenta e intimista da discografia da banda, e “505”, que fecha Favourite Worst Nightmare com chave de ouro em um clima muito rock inglês. Provavelmente os fãs mais rockeiros dos Monkeys, que gostam das guitarras sujas e da crueza de Whatever People Say... ficarão um pouco desapontados, mas aqueles que gostam de um rock mais dançante não tem do que reclamar. De forma geral, pode-se dizer que a banda escapou com folga da maldição do segundo disco e parece que vai sobreviver ao hype. Tomara.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Capa de Zeitgeist, novo disco do Smashing Pumpkins

Foi divulgada ontem a capa de Zeitgeist, primeiro disco do Smashing Pumpkins desde Machina / The Machines of God, de 2000. A banda, que hoje conta com dois membros de sua formação original, o vocalista Billy Corgan e o baterista Jimmy Chamberlin, lançará Zeitgeist dia 10 de julho.

A ilustração, que retrata o sol se pondo atrás da Estátua da Liberdade com água nos joelhos, foi criada por Shepard Fairey. O autor explicou que a Estatua representa os valores americanos que estão sendo desrespeitados pelo governo desde os ataques de 11 de setembro de 2001, como os direitos civis, direito à privacidade e a liberdade de expressão. Fairey disse ainda que o líquido vermelho pode ser sangue, o que daria um sentindo de presságio à imagem. Aparentemente nenhum comentário sobre o aquecimento global foi feito.

terça-feira, 15 de maio de 2007



A banda australiana Architecture in Helsinki anunciou o lançamento de seu terceiro álbum, "Place Like This", para o final de julho. Enquanto o disco não sai, o primeiro single, "Heart it Races", já está disponível, com direito até mesmo a clipe no YouTube.

Além disso, o grupo resolveu fazer com a nova música o mesmo que fez com o seu segundo álbum, "In Case You Die", inteiro: pediu para outros artistas a regravarem. No total, são oito versões, sem contar com a original. Sem dúvida bastante coisa para escutar na espera do lançamento do cd.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Seletiva do Porão do Rock 2007

Os shows da seletiva vão rolar dias 14 e 15 de maio no O´Rilley Irish Pub (411 Sul), a partir da 19 horas. A ordem das apresentações ainda não foi definida, e as dezesseis bandas estarão concorrendo à 4 vagas, dividas em 2 grupos da seguinte forma:

SEGUNDA-FEIRA (14/5)
Local: O´Rilley Irish Pub (409 Sul)
Horário: 19h
Entrada: R$ 5,00 (preço único)
Bandas (concorrendo a duas vagas no festival): Cromonato, Fibra, Janicedoll, Lafusa, Rafael Cury, Resistores, Rocan e Superquadra

TERÇA-FEIRA (15/5)
Local: UK Brasil Pub (411 Sul)
Horário: 19h
Entrada: R$ 5,00 (preço único)
Bandas (concorrendo a duas vagas no festival): Dissonicos, Firstations, From Hell, Harllequin, Lesto!, Linha de Frente, Moretools e Vougan

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O Rock N Cigarettes é um blog comunitário sobre o universo Rock N Roll. Se você quiser se tornar um colaborador, mande um e-mail para rockncigarettes@gmail.com. Se quiser nos xingar, elogiar ou apenas expressar suas opiniões, deixe um comentário. A participação dos leitores é muito importante para nós. Boa leitura.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Heavens – Patent Pending (2006)

O Heavens é um projeto paralelo de Matt Skiba (vocalista do Alkaline Trio) e Joe Steinbrick (ex baixista do F-Minus) que tem pouca semelhança com o som de suas bandas originais. Como bem resumiu Skiba, com o Alkaline Trio ele pensa em Ramones e Misfits, enquanto no Heavens, deixa suas influencias de Sisters Of Mercy aparecerem, criando melodias mais depressivas e cantando em tons mais baixos. De forma geral, o trabalho lembra bandas como The Mission, Joy Division, Bauhaus, e o próprio Sisters Of Mercy, e em tempos mais recentes, Interpol e She Wants Revenge.

Steinbrick é responsável por todos os instrumentais e arranjos da banda, que muitas vezes conta com programações de bateria, sintetizadores e cordas, como em "Heather", um dos destaques do álbum. O clima algo gótico dá vazão às sempre perturbadoras letras de Matt Skiba e o disco todo tem um clima introspectivo e levemente depressivo, como se tivesse sido gravado em uma Londres chuvosa, e não em uma sempre ensolarada Los Angeles. Além de Heather, se destacam a própria "Patent Pending", "Annabelle", e "Gardens", música de abertura do disco. Patent Pending é uma ótima pedida tanto para os fãs de Alkaline Trio, quanto de indie rock e das bandas pós-punks dos anos oitenta.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

O Psychobilly Pop

O Grande Livro do Psychobilly diz que bandas que misturam punk rock com rockabilly, mas não têm suas letras e proposta visual ligadas a temas como terror ou ficção científica, devem ser chamadas de punkabilly. Já aquelas que adotam tais temáticas, mas tocam punk rock, sem muitas influencias de rockabilly, devem ser chamadas apenas de psycho. Alheias às recomendações do Grande Livro, várias bandas ao redor do mundo, vêm profanamente misturando sabores e popularizando um estilo que era, até pouco tempo atrás, relativamente obscuro até mesmo para o público punk rock. Alguns estudiosos já cunharam um termo para este novo estilo: popabilly. Outros, porém, reclamaram, argumentando que tais bandas nada têm de rockabilly e, portanto, deveriam de chamar psychopop, ou algo do tipo.

O fato é que bandas como Mad Marge and The Stonecutters, The Creepshow e Zombina and The Skeletones jogaram fora vários mandamentos da cartilha e partiram para experimentações com diversas quantidades de punk rock, pop rock, rockabilly e até algumas pitadas de ska. Todas contam com mulheres nos vocais e, aparentemente, vieram no rastro do HorrorPops, que conta com Kim Nekroman, baixista do famoso Nekromantix, na guitarra e sua esposa Patrícia nos vocais e baixo, e estabeleceu as bases desse Psychobilly Pop. Mantendo-se fieis a temas clássicos do estilo e investindo em um visual mezzo zumbi, mezzo 50’s, todos esses grupos são devotos de Cramps, Batmobile e Stray Cats, mas nem sempre essas são as primeiras referencias que vem à mente dos ouvintes.

Por vezes os vocais de Patricia (HorrorPops) e Hellcat (Creepshow) lembram Gwen Stefani, do No Doubt. Os de Mad Marge lembram mais uma Monique Powell (Save Ferris) versão punk rock. Já Zombina poderia ter cantado em várias bandas de pop rock alternativo dos anos 90. Algumas músicas são fieis ao som do psychobilly mais tradicional, outras são puro punk rock, e outras ainda são descaradamente pops. O certo é que o descomprometimento e o bom humor sempre prevalecem. Certamente alguns tradicionalistas irão torcer o nariz, outros irão se levantar de suas covas para jantar um pedaço do cérebro destas belas moças, mas dificilmente irão conter essa invasão pop à terra dos mortos.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Novidades


Nos últimos dias algumas bandas anunciaram as datas de seus próximos lançamentos. Dia 26 de junho chegará às lojas americanas o Greatest Hits dos veteranos do Social Distortion, que contará com 10 “hits” e, é claro, uma música inédita, chamada “Far Behind”. Já o Strung Out lançará seu novo álbum Blackhawks Over Los Angeles, no dia 12 do mesmo mês, via Fat Wreck Chords. O famoso álbum Energy, clássico do Operation Ivy, será relançado pela Epitaph no dia 10 de julho, mesmo dia em que chegará às prateleiras New Maps Of Hell, o esperado novo disco do Bad Religion. É a chegada do verão norte-americano, sempre tão generoso com a cultura pop.