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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Green Day em Brasília



A Mondo Entretenimento e o site oficial do Green Day confirmaram nessa segunda-feira as datas da turnê brasileira do trio estadunidense e, surpreendentemente, a capital está na lista de cidades contempladas. Dia 17 de outubro a banda se apresentará aos candangos em local ainda a ser definido. Antes, tocam em Porto Alegre e no Rio de Janeiro. Depois partem para São Paulo, Lima (Peru), e San Jose (Costa Rica). Como de costume, os locais das apresentações no Rio e em SP já estão definidos, assim como os preços dos ingressos e locais de venda. Em Brasília e Porto Alegre o mistério deve continuar por mais algum tempo.

Confesso ficar desconfiado quando começa a se falar sobre Brasília ter entrado de vez no circuito de shows internacionais. Verdade que a grande quantidade de shows dos últimos meses indica uma mudança de status da capital, mas tendo a pensar que se trata apenas de uma onda passageira, dado o pequeno número de produtores locais profissionais, a inexistência de casas de show realmente apropriadas e até o contingente populacional de nossa cidade, se comparada à Rio ou São Paulo. No entanto, a confirmação de uma apresentação com o peso do Green Day para daqui a tantos meses pode ser indicio do contrário. Tomara.

De qualquer forma, esse blogueiro é presença garantida no evento, seja qual for o (com certeza caríssimo) preço das entradas e o local improvisado para o show. Também torço para que a produção se mire na apresentação dos escoceses do Franz Ferdinand e evite a separação de público entre ricos e pobres, mortais e pessoas-muito-importantes, que nada tem a ver com o espírito do rock n roll e com a história do trio pop punk da Califórnia. Como antigo fã da banda, também torço para que o show seja uma retrospectiva da longa carreira do Green Day, em vez de focado no último álbum dos caras. Tanto pelo fato de nunca terem tocado em Brasília (e não darem as caras no Brasil desde 1998), quanto por minha preferência pelo som que o grupo fazia nos anos 90.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

The Hives em Brasília


Ainda que com um atraso fenomenal, este repórter decidiu escrever uma resenha sobre o show dos suecos do The Hives em Brasília, na última sexta-feira. Antes tarde do que tarde demais.


Com cerca de uma hora de atraso, por volta das 23h o Supergalo, banda brasiliense formada por ex-rockstars locais, subiu o palco dessa edição do Pílulas Porão do Rock para esquentar o público. O Arena já estava bem cheio de fãs da atração principal da noite, devidamente posicionados o mais perto possível do palco. O quarteto tocou seu pop rock sem grandes inovações e com letras típicas de banda iniciante por pouco mais de meia hora. Brasília já revelou grupos melhores.

Segundo relatos, a entrada do Hives foi anunciada no microfone, mas não pode ser ouvida do bar, um pouco distante do palco. O inicio do show do quinteto sueco, portanto, pegou de surpresa um número razoável de pessoas, já que a lógica seria os locais do Móveis Coloniais de Acaju tocarem antes da atração principal. Depois de uma pequena corrida em direção ao palco, o público foi se acomodando. No entanto, à exceção dos fãs mais devotos próximos ao palco, a platéia estava meio fria, demonstrando pouca empolgação e demorando a responder aos comandos e gracinhas do frontman Pelle Almqvist.

O show do Hives é todo coreografado e cada integrante tem sua pose e função no palco. A do vocalista Pelle, mais do que cantar, é bancar o mestre de cerimônias e empolgar o público com sua simpática arrogância teatral. O cara se esforçou bastante, usando todas as 5 palavras em português que tinha aprendido para essa turnê. Alem do clássico “obrigado”, o vocabulário do cara consistia em: “grita aí”, “para”, “senhores e senhores” (impossível saber qual era destinado a que gênero), e um ininteligível “tira o pé do chão”. Engraçado, mas um pouco repetitivo.

Musicalmente, a apresentação foi focada nos dois álbuns mais recentes do quinteto: The Balck and White Album e Tyrannosaurus Hives. No entanto, isso não os impediu de presentear os fãs mais antigos com músicas dos dois primeiros lançamentos, bem distribuídas por todo o show. Do primeiro disco, foi tocada “AKA I-D-I-O-T”. Do segundo, “Main Offender”, “Die, Alright!” e o hit “Hate To Say I Told You So”, já no bis, que foi encerrado com o primeiro single do último lançamento, “Tick Tick Boom”.

Os pontos altos do show foram o novo single “Won’t Be Long”, “Return The Favour”, música muito bem escolhida para o falso encerramento, e os hits, como “Walk Idiot Walk” e as já citadas “Hate To Say I Told You So” e “Tick Tick Boom”. Um pouco ensaiada e teatral demais, a apresentação acaba ofuscando um pouco as próprias músicas, mas nada que estrague o bom show. Talvez melhor que o show em si, tenha sido a oportunidade de assistir uma boa banda internacional da atualidade em Brasília, tão carente de shows do tipo. O Porão do Rock está acertando na produção de shows internacionais em 2008. Tomara que eles continuem vindo.

Ah, sim. Após o show do quinteto sueco, os queridinhos locais do Móveis Coloniais de Acaju encheram o palco para mostrar o último show do seu álbum de estréia, Idem. Boa parte do público já havia deixado o Arena e a parte que ficou parecia mais interessada em encontrar amigos, beber e conversar sobre o show anterior. Por melhores que eles sejam e por maior que seja seu próprio público, o MCA não teria mesmo qualquer chance de se destacar fechando uma noite que na verdade já tinha acabado.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Seletiva do Porão do Rock 2007

Os shows da seletiva vão rolar dias 14 e 15 de maio no O´Rilley Irish Pub (411 Sul), a partir da 19 horas. A ordem das apresentações ainda não foi definida, e as dezesseis bandas estarão concorrendo à 4 vagas, dividas em 2 grupos da seguinte forma:

SEGUNDA-FEIRA (14/5)
Local: O´Rilley Irish Pub (409 Sul)
Horário: 19h
Entrada: R$ 5,00 (preço único)
Bandas (concorrendo a duas vagas no festival): Cromonato, Fibra, Janicedoll, Lafusa, Rafael Cury, Resistores, Rocan e Superquadra

TERÇA-FEIRA (15/5)
Local: UK Brasil Pub (411 Sul)
Horário: 19h
Entrada: R$ 5,00 (preço único)
Bandas (concorrendo a duas vagas no festival): Dissonicos, Firstations, From Hell, Harllequin, Lesto!, Linha de Frente, Moretools e Vougan

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O Rock N Cigarettes é um blog comunitário sobre o universo Rock N Roll. Se você quiser se tornar um colaborador, mande um e-mail para rockncigarettes@gmail.com. Se quiser nos xingar, elogiar ou apenas expressar suas opiniões, deixe um comentário. A participação dos leitores é muito importante para nós. Boa leitura.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Sessão de Sábado 2


Com pouco mais de uma hora de atraso e uma praça do Conic não muito cheia, teve inicio a segunda edição da Sessão de Sábado. O som estava bom, muito acima da média dos shows underground, e havia até mesmo uma iluminação de palco, apesar da ausência de um palco propriamente dito. A primeira banda a tocar foi o Sanz, que contava com um trombonista em sua formação, algo que não se via há algum tempo. Em seguida, o Redial Rocker (organizadores do evento) mostrou seu pop punk adolescente e fez um bom show, apesar de um pouco cansativo. A banda toca bem e se aproveitou do fato de muitos dos seus amigos estarem na platéia, cantando todas as letras despretensiosas da banda, com forte inspiração em Blink 182, influência comum a quase todas as bandas do evento. As músicas do Redial soam um pouco genéricas, sem nenhum destaque, mas a banda tem talento e, se continuar trabalhando, poderá vir a se tornar muito boa.

A terceira banda a tomar o palco foi o Dissonicos, única banda da tarde que não toca pop punk e também a única cujos membros tem mais que 20 anos. Apesar do vocalista Álvaro parecer um pouco abatido, a banda fez um bom show, mostrando que experiência pode fazer diferença. Com pouco esforço o Dissonicos conseguiu prender a atenção de um publico que claramente não era o seu. Além das músicas próprias, tocaram White Riot, do The Clash e uma versão punk rock de Help, dos Beatles. Os momentos mais descontraídos do show ficaram por conta do baixista César, que se apresentou com um sutiã pendurado em seu instrumento e mostrou habilidade ao, simultaneamente, tocar e beber cerveja por um beer bong servido por amigos.

A banda seguinte foi o Recorde, cujo baixista deixou a banda poucos dias antes da apresentação. O lugar foi preenchido por Pedro, que tocava com o guitarrista Rafael no finado Strelinhas. Trazendo o pop punk de volta ao palco, a banda foi segura em sua apresentação, apesar do desfalque. Rafael conseguiu segurar bem a única guitarra, cantar e ainda arrumar sua bermuda, que insistia em cair várias vezes por música. Estranho que alguém capaz de cantar e tocar bem ao mesmo tempo não saiba apertar o cinto de sua roupa. A apresentação também contou com a participação do vocalista do Firstations, Régis, mostrando a potencia de seu vocal em uma música do Strelinhas.

A Sessão estava indo bem até este ponto, mas a banda que fechou a noite, o Lactobacilos Vivos, deixou bastante a desejar. Tocando para os amigos, mostraram seu som, que fica entre o pop punk das bandas anteriores e o hardcore melódico das grandes bandas californianas da década passada. Tudo, porém, mal executado. Diferentemente de seus antecessores, o Lactobacilos ainda precisa melhorar muito, uma vez que mostrou instrumentais e vocais fracos e alguns momentos constrangedores, como os covers de Millencolin e NOFX, e a música em que o guitarrista tocou de cueca. Dispensável.

De forma geral, as bandas precisam melhorar suas apresentações e presença de palco. A maioria delas, formadas por integrantes ainda muito inexperientes, se contenta em agradar seus 30 amigos que estão na frente do palco e esquecem de se comunicar e tocar para o resto do público, que não necessariamente os conhece ou às suas músicas. O local do show também não foi dos mais apropriados. Apesar de um bom show não depender do lugar em que se dá, e de ser sempre louvável a iniciativa das bandas se organizarem para tocar, aonde quer que seja, a cena de Brasília merecia locais mais adequados. Por outro lado, o publico foi razoavelmente numeroso, já que o Conic é um lugar central e o show era gratuito. No final, apesar dos problemas, o saldo foi bastante positivo.

(com ajuda de Mr. Matsumoto)