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terça-feira, 5 de junho de 2007

Quintas Quentes no Landscape Pub

ATUALIZADO


Por Boss Matsumoto

Mais um projeto das quintas quentes no Landscape Pub, pois o rock'n roll não pára. Dia frio, mas nem tão frio como Brasília há uns anos atrás. (tem gente que gosta do final dessa frase).

Lá pelas 23:54 começa a primeira banda, The Pro, invadindo o recinto, tirando o som ambiente do DJ, para começar o rock. Dois guitarristas, um baixista e um batera. O guitarrista e vocalista tinha algo que ainda não conseguiu transmitir ao público, talvez pela qualidade do equipamento do som, pois estava tudo magnificamente alto, bom pra uns, ruim pra outros. Mandaram um som bem moderno, que dava para perceber na cara as influências. Tímidos, mas bem comportados. Destaque para o baixista por tocar o instrumento com gosto, na verdade os instrumentos, chegou uma hora que ele tocou com um outro baixo.

Fim do The Pro, re-começo para o DJ. Entra e sai gente do buraco, que é o local onde o público assiste aos shows. Gente fuma, gente entra, gente sai, gente bebe, gente conversa, gente ri, gente fica puta de estar naquele local de gente estranhas, e eu gosto disso.

Enfim, hora de subirem ao palco as gatas e os gatos do Lips! O guitarrista e vocalista Kikie segura muito bem a onda no instrumento e tem um jeito de cantar excelente para o estilo da banda, que segundo eles, é uma mistura de muita coisa entre punk 77, Yeah Yeahs e até reggae (!). Destaque para "Come Out and Play" do Offspring e "Fuck It All", música própria direta-e-reta do Lips.

Fim do Lips, recomeço do DJ e galera indo e vindo. Sobe ao (alto) palco o Comodoro 77. Som pesado, pesadíssimo, eu diria. Melodias macabras com harmonias ácidas. E no meio disso tudo entra "Aquela", música do Little Quail. "Dotadão" dos Cascaveletes. Grêmio, peso pesado e rock'n roll.

E então acaba mais uma noite de quinta-quente, com pessoas felizes por terem quebrado a rotina e putas por terem que acordarem cedo.


Por Léo Werneck

Na ultima quinta-feira, dia 31 de maio, rolou mais uma Quinta Quente no Landscape, desta vez apresentando as bandas The Pro, Lips e Comodoro 77, em uma saudável mistura de estilos. O bar não ficou lotado, nem tampouco entregue às moscas, e o público parecia realmente interessado em ver as bandas, e não apenas em beber, conversar ou paquerar. Os primeiros a subir no palco foram os novatos do The Pro, que fizeram um bom show, mostrando-se bastante seguros e bem ensaiados em seu indie rock. A banda exala Strokes e The Hives por todos os poros, o que não é necessariamente ruim, já que boas influências são um importante começo para qualquer banda. A falta de uma identidade forte é um problema comum a quem está começando, e que costuma a se resolver com mais shows, ensaios e um pouco de tempo. De qualquer forma, o The Pro mostra um bom inicio e bastante potencial.

Em seguida, os meninos e meninas do Lips mostraram seu som, um cruzamento de punk e indie rock, que algumas vezes lembra Ramones, Green Day e Soviettes, e em outras, lembra mais o trabalho de bandas como Weezer e Ash. Todas essas influências ainda precisam se mesclar de forma mais natural nas músicas do Lips, mas a banda faz um show bem bom, e mostrou uma evolução desde o ano passado. O guitarrista Victor canta a maioria das músicas, e a banda, toda uniformizada, se porta bem no palco, mas quem prende mesmo a atenção da platéia são Maria e Tatiana, baixista e guitarrista do grupo. Outro bom show de outra banda que parece ter futuro. Por ultimo, o Comodoro 77 mostrou seu punk rock, inspirado principalmente pelas primeiras bandas dos movimentos inglês e brasileiro. Tocando para um público um pouco reduzido, os caras se esforçaram para animar o fim de noite, mas suas músicas são muito quadradas, arrastadas e parecidas entre si, deixando a apresentação um pouco monótona e com um feeling de deja vu. No entanto, a banda também é nova e pode surpreender, se firmando com representante de um estilo de punk rock pouco popular nos dias de hoje.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Arctic Monkeys - Favourite Worst Nightmare (2007)

Como que temendo que seus quinze minutos acabassem, os hypados Arctic Monkeys decidiram lançar Favourite Worst Nightmare apenas um ano após o seu debut Whatever People Say I Am, That's What I'm Not chegar às lojas britânicas. Entretanto, se depender apenas da qualidade da música feita pelo querteto, os tais 15 minutos terão que ser prorrogados. “Brianstorm” abre o disco com uma verdadeira tempestade de barulho. A música, forte, rápida e mais pesada do que qualquer outra dos Monkeys, é a abertura perfeita para Favourite Worst Nightmare. “Teddy Picker” mantém o nível, com sua base repetida e guitarras que revelam influencias de Queens Of The Stone Age.

A partir da terceira música, a mão do produtor James Ford começa a aparecer, dando o tom geral do álbum: guitarras mais limpas, voz e baixo lá em cima, realçado o lado mais funky da banda. Algumas músicas lembram mais o rock dançante do Franz Ferdinand, do que a crueza do Libertines ou as guitarras dos Strokes, criando um disco menos sujo e urgente do que a estréia da banda. Os vocais quase falados de Alex Turner, porém, ainda estão presentes, assim como sua habilidade em escrever boas letras contando histórias do dia-a-dia da juventude britânica, que fazem do vocalista o verdadeiro raconteur de sua geração.

Também se destacam “Flourescent Adolescent”, que conta com ótima melodia, “Only Ones Who Knows”, a balada mais lenta e intimista da discografia da banda, e “505”, que fecha Favourite Worst Nightmare com chave de ouro em um clima muito rock inglês. Provavelmente os fãs mais rockeiros dos Monkeys, que gostam das guitarras sujas e da crueza de Whatever People Say... ficarão um pouco desapontados, mas aqueles que gostam de um rock mais dançante não tem do que reclamar. De forma geral, pode-se dizer que a banda escapou com folga da maldição do segundo disco e parece que vai sobreviver ao hype. Tomara.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Idlewild – Make Another World (2007)

Faz algum tempo que acompanho o trabalho dos escoceses do Idlewild e, como a maioria dos fãs, tinha ficado um pouco decepcionado com o disco anterior da banda, Warnings / Promises, de 2005. Não era um disco ruim, mas o menos inspirado da banda. Agora eles voltaram para se redimir. O vocalista Roddy Woomble deixou suas composições mais calmas, de inspiração folk, para um trabalho paralelo, e a banda voltou a fazer rock alternativo da melhor qualidade. Também não se ouve tanto neste álbum os ecos de REM, que estavam tão presentes nos últimos dois discos. Make Another World é um disco variado, com algumas músicas pesadas, outras mais lentas e até algumas mais dançantes, como o single "No Emotion", a melhor do disco. Destaque para as guitarras, que voltaram ao som da banda em grande estilo, mais pesadas e distorcidas. Muito bom.