terça-feira, 10 de agosto de 2010

Hurley


Não, não vamos voltar ao assunto 'Lost' aqui no blog. Essa aí em cima é a bizarra capa do novo álbum do Weezer, propriamente nomeado Hurley. Sim, a capa do próximo lançamento do quarteto estatunidense vai consistir apenas no rosto do ator Jorge Garcia, que interpretava o simpático personagem Hurley no finado seriado. Não há nome da banda, do álbum, ou qualquer interferência gráfica. Apenas o rosto do novo Jacob. Também não se trata de uma piada.

Segundo o vocalista Rivers Cuomo relatou a revista gringa Spinner, ele simplesmente adora a foto do ator, por sua energia. "Como não queríamos fazer um quarto álbum com o nome da banda e como as pessoas iam mesmo chamar de 'disco do Hurley', então decidimos chamar o álbum de Hurley logo. Não tem nada escrito na capa porque queríamos preservar esse rosto magnífico", declarou Cuomo. A imagem da capa é um recorte de uma foto do vocalista com Jorge Gracia em um hotel ou algo parecido.

Mas Rivers deixou claro que não há no álbum nenhuma música que faça referencia a série, que ele nem sequer assistia regularmente. Segundo declarações anteriores, o disco deve ter uma pegada heavy metal, dentro do estilo pop/rock alternativo consagrado do Weezer. Também não é o que aponta o primeiro single de Hurley, um pop rock com batida dançante e teclados em profusão. "Memories" vazou na web logo após a sua estréia oficial (em versão remixada) na rádio 98.7, de Los Angeles, cidade natal do quarteto, que decidiu então liberar logo a versão que estará no disco, que sai nos EUA no dia 14 de setembro, via Epitaph Records.

A troca de uma gravadora major pela gigante independente de Mr, Brett pode ser uma indicação de que o Weezer queria mais liberdade para fazer as bizarrices que dessem na telha, como a engraçada e absurda capa de Hurley deixa claro. Se as músicas forem tão boas quanto as do último lançamento dos caras, Raditude (cuja capa é uma foto de um cachorro voando), o álbum pode se tornar um clássico do universo nerd. Escute a novíssima "Memories" aí em baixo.


segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A invasão das ex-bandas em atividade


Na última quarta-feira, Marco Aurélio Canônico postou no blog da Ilustrada (o caderno de cultura da Folha de S. Paulo) uma previsão do setlist que o Smashing Pumpkins deve apresentar no Brasil em novembro, dentro do festival Planeta Terra. O repórter não chuta nada, apenas comenta sobre um show da atual turnê da banda que presenciou na mesma semana em Nova Iorque, e relata que a apresentação é focada no ultimo projeto dos estadunidenses, Teargarde by Kaleidyscope, cujas canções vêm sendo lançadas on-line gradativamente, como vem fazendo os britânicos do Ash em seu A-Z Series. Mais interessante, no entanto, é a comparação que Canônico faz entre os vários shows da banda que já viu. A melhor parte é essa abaixo:

É curioso notar como a postura de Billy Corgan no palco mudou, certamente um reflexo de tudo que aconteceu na sua conturbada vida e carreira até aqui. Se no show de 1996 ele encarnava totalmente o espírito "despite all my rage I'm still just a rat in a cage" (a cabeça raspada como uma mensagem, assim como o zero que ele vestia, uma mistura de raiva e depressão) e personificava cada letra de suas músicas, atualmente ele parece um "tio" careca que acompanha uma banda de jovens admiradores, meio abobalhado, sem foco, talvez tentando fazer a linha "disarm you with a smile" - fala algumas gracinhas sem graça, algumas coisas desconexas, alguns "God bless", pede desculpas aos fãs "old school", diz que é um "marionete" que faz o que platéia mandar... enfim, um personagem bem menos interessante e carismático.

Pode parecer repetitivo para os poucos que acompanham o blog regularmente, mas não me canso de comentar sobre as ex-bandas em atividade. Infelizmente, o Smashing Pumpkins de 2010 parece se encaixar perfeitamente na categoria. Sabidamente, o quarteto de Chicago acabou em 2000, depois de ter lançado seu 5º álbum, o pesado Machina/The Machines of God, já sem a baixista D'arcy Wretzky. Após o fracasso de seu novo projeto, o supergrupo Zwan, que lançou apenas um disco, o vocalista e compositor Billy Corgan decidiu reativar os Pumpkins, sem o guitarrista James Iha ou Melissa Auf Der Maur, ex-baixista do Hole que havia substituído D'arcy. Hoje, nem mesmo o baterista Jimmy Chamberlin está mais na formação da banda, que se tornou um projeto solo de Corgan, tal qual o Guns N Roses do egocêntrico Axl Rose e o Hole da eterna viúva de Kurt Cobain, Curtney Love.

Em 2010, todos são ex-astros que se recusaram a virar uma página de suas vidas e seguir com novos projetos musicais, em grupo ou sozinhos, e se aproveitam de uma marca da qual são donos para chamar um pouco a atenção da mídia e dos fãs das bandas das quais faziam parte há 15 ou 20 anos. O resultado só podem ser discos novos esquecíveis e apresentações ao vivo nostálgicas, que tentam emular a magia de um passado cada vez mais distante. Podem até ser shows bons, apesar do novo material, se sua intenção for apenas celebrar grandes músicas do passado, mas na verdade, se parecem mais com bandas cover de si mesmas (com músicos contratados, que em geral tem a metade da idade do frontman em questão) do que com os grupos relevantes que já foram um dia.

Mais engraçado (ou triste) ainda é o caso do Sublime, ou Sublime with Rome, como tem que ser chamada agora, por força judicial, a banda californiana que mistura punk rock, ska, reggae e rap, e que apresentara no festival SWU em outubro. Se nos casos citados anteriormente, os vocalistas, compositores e donos das bandas resolveram usar o nome famoso de seus ex-grupos para chamar atenção e continuar ganhando dinheiro com shows pelo mundo afora, aqui os integrantes de uma banda conhecida também resolveram voltar a fazer um dinheirinho com as músicas lançadas há 15 anos atrás, mas sem o vocalista, compositor e guitarrista. Bradley Nowell morreu em 1996, meses antes do lançamento do 3º álbum (e maior sucesso comercial) do Sublime, vitima de uma overdose.

Pouco importa se o garoto Rome Ramirez é um vocalista ou compositor talentoso. Ver o Sublime sem Brad Nowell seria como ver, em pleno 2010, um show do Nirvana sem Kurt Cobain, morto há 16 anos. Na verdade, é ainda pior, já que o baterista Bud Gaugh está muito, mas muito longe de ser um Dave Grohl. Para piorar, a manobra caça-níqueis foi questionada na justiça pelos herdeiros do ex-vocalista do Sublime, e o projeto foi proibido de usar o nome da antiga banda em suas apresentações, daí o nome Sublime with Rome. O negócio todo se torna ainda mais absurdo se o leitor se lembrar que após o fim da banda de Los Angeles, Bud Gaugh e o baixista Eric Wilson formaram junto com vários outros maconheiros californianos o bom Long Beach Dub All-Stars, que lançou dois álbuns muito respeitáveis. Mas sem o nome famoso, o sucesso comercial não veio, o dinheiro foi acabando e a exploração da nostalgia dos fãs se tornou a opção mais lucrativa. Pelo menos bandas como Pixies e Pavement têm a coragem de deixar claro que não pretendem lançar material novo e querem apenas tocar seus sucessos por aí. E com a formação original, que realmente criou o material que executará ao vivo, o que também faz uma grande diferença.

The Devil in Stitches, o novo single do Bad Religion


Nessa semana que passou, os estadunidenses do Bad Religion divulgaram o primeiro single do seu novo álbum, The Dissent Of Man. A música se chama "The Devil in Stitches", e se junta às outras duas novas canções já conhecidas dos fãs, "The Resist Stance" e "Won't Somebody", que vêm sendo executadas em shows há algum tempo e estão presentes no disco ao vivo comemorativo do aniversário de 30 anos do sexteto. Se "The Resist Stance" é mais rápida e pesada, as outras duas são tipicas faixas melódicas de velocidade média que a banda faz tão bem.

Soando quase como uma faixa composta em 2000 para The New America, "The Devil in Stitches" não impressiona, mas é uma boa música, com um refrão que deve grudar rapidamente na cabeça dos fãs e um solo de guitarra no melhor estilo Bad Religion. Com a escolha da faixa (que pode ser ouvida no vídeo abaixo), a banda mostra coerência com a estratégia de divulgação que vem sendo empregada desde que retornaram à Epitaph Records, mega gravadora independente do guitarrista e fundador do Bad Religion, Mr Brett Gurewitz, em 2002. Na ocasião, a faixa escolhida para divulgar The Process Of Belief foi o bom pop rock "Sorrow". Nos dois álbuns que se seguiram, as escolhidas para cumprir a função foram as ótimas "Los Angeles is Burning" e "Honest Goodbye", ambas também longe da velocidade dos primeiros hits do sexteto.

Junto com a nova música, a banda divulgou a capa (aquela ali em cima), o tracklist e a data oficial de lançamento do seu 15º trabalho de estúdio. The Dissent Of Man chegará às lojas gringas no dia 28 de setembro e contará com 15 faixas, entre elas as três já conhecidas. Confira a lista:

01. “The Day That the Earth Stalled”
02. “Only Rain”
03. “The Resist Stance”
04. “Won’t Somebody”
05. “The Devil in Stitches”
06. “Pride and the Pallor”
07. “Wrong Way Kids”
08. “Meeting of the Minds”
09. “Someone to Believe”
10. “Avalon”
11. “Cyanide”
12. “Turn Your Back On Me”
13. “Ad Hominem”
14. “Where The Fun Is”
15. “I Won’t Say Anything”

<a href="http://badreligion.bandcamp.com/track/the-devil-in-stitches">The Devil In Stitches by Bad Religion</a>

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Sugar Kane – A Máquina que Sonha Colorido (2009)

Criado em 1997, o Sugar Kane é um grupo rodado, que já viveu momentos de sucesso underground e períodos de entressafra típicos da realidade do rock independente brasileiro. Ao longo dos anos, a banda trocou o inglês pelo português, saiu do hardcore, passeou pelo pop punk quase radiofônico e pelo rock alternativo, até voltar para o hardcore melódico. Esse ano, o quarteto de Curitiba lançou um EP digital em inglês e, ano passado, um novo álbum em português, chamado A Máquina que Sonha Colorido.

Toda essa estrada serviu para que o Sugar Kane se tornasse uma das bandas independentes mais profissionais do país, e para que seus integrantes melhorassem como instrumentistas e compositores. Com uma gravação primorosa, A Máquina que Sonha Colorido não fica devendo em nada aos melhores lançamentos gringos do mesmo estilo musical. A única canção fraca do álbum é "Rockstar", um popzinho temperado com ska de segunda que não vai a lugar algum. Musicalmente, portanto, o resultado é bem positivo, com um instrumental empolgante, melodias bem resolvidas e produção e gravação primorosas.

Uma coisa, no entanto, incomoda ainda mais hoje do que já incomodava anteriormente: as letras das músicas. Sempre é possível ignorar letras ruins cantadas em inglês ou em qualquer outro idioma que não seja o seu, mas quando Capilé martela em sua cabeça frases constrangedoras sobre a "revolução", sobra apenas a vergonha alheia que impede o desfrute do som da banda.

A maior parte delas é um amontoado de clichês revoltados que vão do batido o-consumismo-da-sociedade-capitalista-te-mantém-escravizado-e-infeliz até o conhecido eles-tentam-nos-destruir-mas-nós-somos-mais-fortes, passando pelo clássico ela-se-esqueceu-da-revolução-e-vendeu-seus-ideiais. Quando a banda tenta fugir da temática, o resultado á ainda pior, como na já citada "Rockstar" e em "Repito", que conta com uma das descrições de sexo mais escrotas já transformadas em música. A letra não é engraçada e passa longe de ser sensual ou reflexiva, é apenas escrota. O constrangimento é tão grande que estraga o que poderia ser um dos melhores álbuns de hardcore melódico brasileiro.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Carbona no século XXI


Depois de quase 4 anos sem lançar um disco, os cariocas do Carbona estão de volta com Dr. Fujita Contra a Abominável Mulher-Tornado, que será lançado no próximo dia 7 de setembro. Além do disco marcar a estréia do quarto integrante da banda, o guitarrista Bjorn Hovland, dessa vez, o bubblegum punk do Carbona virá empacotado em novo formato, o disco virtual. Claro que todos os fãs da banda já devem ter os álbuns em mp3, mas essa será a primeira vez que os caras vão lançar arquivos digitais oficiais e vendê-los em lojas virtuais. O vocalista, compositor e guitarrista Henrique Badke explicou em seu blog como a coisa toda vai acontecer e, mais interessante, porque a banda decidiu dar esse passo. Confira os melhors trechos abaixo:

Dr. Fujita Contra a Abominável Mulher-Tornado foi licenciado para distribuição digital. Isto significa que estará disponível em dezenas de lojas de download na web e nos celulares das 4 operadoras. O Carbona, que em 1997 começou gravando uma demo K7, passou pelo CD e pelo MP3, agora se prepara para digitalizar-se. Ao longo destes anos sentimos na pele essas mudanças de hábitos de consumo e dificuldades enfrentadas por bandas e selos, principalmente os de rock n roll em suas vertentes alternativas.

Num belo dia, num show em Campinas, se aproximaram uns 4 moleques. Cada um tirou 2 reais do bolso e pediram um CD. Eu fiquei olhando e meio sem jeito perguntei: “Quem vai ficar com o CD?”. Eles todos meio que responderam “tanto faz, eu só quero as músicas em mp3”. Dali pra frente, começamos a vender cada vez mais camisetas e menos CDs. Diante disso e do enfraquecimento da estrutura indie que dependia muito da venda de CDs, a gente quebrou a cabeça, pela primeira vez sem selo, para continuar entregando música para um maior número possível de pessoas de jeito que elas realmente querem.

Portanto teremos o disco na internet, no celular, e obviamente em CD, para quem quiser comprar. A idéia por trás da distribuição digital não é lutar contra os downloads ilegais, não é pedir para que não baixem o CD da web, nem coisa do gênero, queremos tão somente possibilitar àqueles que queiram pagar pelas músicas (ou por coisas relacionadas à banda) que tenham chance de fazer isso.

Dr. Fujita Contra a Abominável Mulher-Tornado trará 11 músicas somando apenas 23 minutos. Entre elas estarão “Sempre que eu fico feliz eu bebo”, cover dos brasilienses do Gramofocas, além de “Valentina” e “O massacre da Serra-Elétrica”, previamente lançadas com uma gravações mais toscas no álbum independente Quasplit, no ano passado. A nova versão de "Valentina" e a inédita “Semivivo” podem ser ouvidas no blog do Henrique, que também convida os fãs a ajudarem na divulgação do lançamento.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Entrevista com a banda brasiliense Hellena



Criado em 2005, o Hellena tem ficado conhecido pelo profissionalismo em uma cena, em grande parte, ainda amadora. Com um show marcado para esse mês e outro para o mês de agosto (abrindo para os paulistanos do Glória), o quinteto pretende continuar conquistando fãs de música pesada com sua mistura de metal e post-hardcore.

As principais influencias de Gui (vocal), Rique (vocal e guitarra), Vitoka (guitarra), Tomás (baixo), e Thiago (bateria) são bandas recentes como Killswitch Engage, As I lay Dying e August Burns Red, mas semelhanças com grupos clássicos como Slayer e Metallica também podem ser escutadas no som do Hellena.

Confira abaixo a entrevista exclusiva para o Rock N Cigarettes feita por e-mail pelo sempre bem humorado Boss Matsumoto e ouça a banda aqui.


Esta banda muito louca em que vocês tocam surgiu para ser um projeto paralelo ou sempre esteve em primeiro lugar?

Gui e Vitoka: Na nossa visão sempre esteve em primeiro lugar.

Tomás, Rique e Thiago: Começou como projeto paralelo.

Como foi o processo de mudança de integrantes desde o começo da banda? Vocês acham que isso influenciou muito nas músicas?

GV: A mudança de integrantes foi necessária para conseguirmos uma melhor conveniência na banda.

TRT: E as mudanças ajudaram a determinar o nosso estilo atual.

Hoje é mais complicado conciliar estudos, família, namoradas e trabalho do que quando a banda foi formada?

GV: Hoje nós aprendemos a trabalhar juntos, trabalhar os horários e priorizar a banda. E com a entrada dos novos integrantes isso foi bem mais fácil.

TRT: Mas ainda assim acontecem imprevistos e, de vez em quando, acontece um desencontro.

Gui, qual é a melhor forma de aquecer a voz antes dos shows (Tu grita demais, rapá!)?

Gui: Primeiramente, obrigado pelo elogio. Há uns anos atrás conheci umas técnicas que alguns vocalistas que tenho como inspiração utilizam. Tenho seguido elas e isso tem me feito muito bem.

Thiago, quais são suas maiores inspirações?

Thiago: Matt Greiner, Aaron Gillespie, Quentim Tarantino, Mike Ambrose, George A. Romero, Jake Massuco, Tim Burton, Gandhi, Carter Beauford e Rajon Rondo.

Victor, e os assédios das fãs? Como controlá-las?

Vitoka: O assédio das fãs não é muito freqüente, mas quando acontece, todas(os) são tratados com respeito e consideração.

Tomás, como foi interagir musicalmente com esses roqueiros quando você chegou à banda?

Tomás: Conhecer um dos guitarristas, o Vitoka, ajudou na interação inicial e tudo fluiu muito bem. Temos as mesmas influencias e todos na banda respeitam as criações e opiniões dos outros. Me senti a vontade bem rápido na banda.

Rique, sei que você tem 2 bandas. Existe alguma outra? Se tivesse espaço para mais uma, como ela seria?

Rique: Somente 2 bandas, e já ta bom. Se tivesse espaço, seria alguma coisa que não se parecesse com nada que eu faço. Algo acústico ou bem pop.

Uma amiga viu o show de vocês pela primeira vez este ano. Ela ficou impressionada com o som da banda e com vocês, tanto pela desenvoltura como pelo visual que ela achou “irado”. Como vocês acham que é a impressão das pessoas que vêem vocês pela primeira vez?

GV: Inicialmente, as pessoas que nos encontram não acreditam que a gente toca um som pesado, mas nós nos preocupamos bastante com o nosso som, além do visual e presença de palco.

TRT: Mas o foco é sempre fazermos o que gostamos, entretendo o nosso público.

E o futuro da banda em Brasília?

GV: Nós tivemos um crescimento considerável no último ano, mas ainda queremos fazer mais e ajudar bastante a "cena" de Brasília.

TRT: Olhando para o futuro em Brasília, encontramos um mercado limitado e pensamos em algo mais amplo para a banda...

Algum recado final?

Agradecemos a oportunidade e parabenizamos vocês pela iniciativa.

A nossa agenda esta disponível no Fotolog e, em breve, nosso novo single poderá ser ouvido no MySpace.

PS: O Vitoka é muito mais que um rostinho bonito. É um guitarrista excelente!

sábado, 19 de junho de 2010

State of Love and Trust

Na última quarta-feira, os estadunidenses do The Gaslight Anthem compareceram ao programa do comediante Jimmy Fallon, na NBC. A apresentação contou com um cover de "State of Love and Trust", famoso lado B do Pearl Jam e favorita deste blogueiro. O (bom) resultado você confere abaixo:


A manhã vai ao ar uma entrevista exclusiva com a banda candanga Hellena realizada por nosso colaborador Boss Matsumoto. Aguardem.

terça-feira, 25 de maio de 2010

O fim de Lost (ou a decepção da década)


Cuidado: Contém spoilers, muitos spoilers!

Raramente saio do tema musical aqui no Rock N Cigarettes, mas não posso deixar de falar sobre o final de Lost, que foi ao ar na TV americana no último domingo e será exibido no Brasil na noite de hoje. A série tem sido onipresente na internet nos últimos dias e o episódio final é tratado como as eleições norte-americanas em blogs, sites e até jornais impressos. Para se ter noção da expectativa em torno do episódio de 2h30, houve até transmissão ao vivo e sem legendas com comentários em tempo real de 'especialistas' na página inicial do UOL, o maior portal da internet brasileira.

Além do impacto (inédito?) que a série teve na mídia, acompanho as aventuras dos losties na misteriosa ilha há seis anos e não pude deixar a expectativa e a decepção de lado ao assistir 'The End', capitulo final da saga dos acidentados do vôo Oceanic. Acredito que ao avaliar uma obra cultural ou de entretenimento, é necessário separar dois aspectos: o gosto e a qualidade. Gosto, você já sabe, cada um tem o seu, mas a qualidade pode ser avaliada por critérios e argumentos um pouco mais objetivos. Sobre o final de Lost, não gostei, nem acho que foi bom, qualitativamente falando.

Não gostei por uma razão bem simples. Diferente de muitos fãs por aí, eu não tenho o menor interesse se a Kate terminou a série com Jack ou com Sawyer. Não ligo se o Hurley ficou em paz e também não me emocionei ou chorei ao ver os personagens tendo flashbacks e se reconhecendo no purgatório, limbo, ou que quer que queiram chamar. Há seis anos comecei a assistir um seriado de ficção cientifica, cheio de mistérios sobrenaturais, suspense de deixar arrepiado e questões sobre física, e terminei assistindo uma novela romântica, cafona e melosa, cheia de clichês narrativos e redenções espirituais. Invés de monstros assustadores que ninguém vê, ursos polares em uma ilha tropical e uma escotilha que deixava o mundo exterior de quarentena, vi um bebê nascendo, casais se beijando em câmera lenta e uma luz para o céu, ou algo do tipo. Detestável.

Em relação à qualidade do episódio final, também não acho que ele esteja à altura do restante da série. Muitos têm argumentado em fóruns, blogs e sites por aí que responder a todas as perguntas da série seria impossível e que um final aberto se encaixa muito melhor no estilo de Lost. Discordo. Acho que no que diz respeito à mitologia e questões essenciais, o que vimos não foi um final aberto, foi um não-final. Os roteiristas simplesmente fugiram, escaparam de dar respostas a questões que impulsionaram a trama dos episódios, temporadas e da série como um todo. Isso não é um final aberto. Ao não responderem quase nada, os roteiristas mostraram não serem capazes de amarrar todas as pontas de uma intrincada trama que desenvolveram ao longo de seis anos. Todo o tempo em que criavam mistérios e situações angustiantes, eles estavam tão perdidos quanto os fãs ou os próprios personagens. No meu entendimento, isso caracteriza um final de série ruim. Muito ruim.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

O que é 'punk' para você?


A vinda do Green Day ao Brasil tem criado algumas discussões sobre o estado do punk. Nessa semana foi a vez de Luciana Tofollo, colunista do mega-site de cultura pop Omelete expressar suas opiniões sobre o stutus (pop) punk da banda californiana. Como bom apreciador de discussões musicais que não chegam a lugar algum, esse blogueiro fez questão de discordar da autora através dos comentários do site. Como achei a coisa toda interessante, reproduzo abaixo alguns dos melhores argumentos da conversa. Em azul, as considerações da Luciana e em preto, as minhas:

O Green Day vem pra cá. E tem pessoas nutrindo uma baita expectativa por isso. Eu nunca entendi fãs de Green Day. Pra mim sempre foi tão claro que a banda é de uma pobreza gritante e que, se fez sucesso, foi só por uma questão de oportunismo, que é complicado tentar compreender.

Dookie, do qual saíram “Basket Case”, “Welcome to Paradise”, “She” e “When I Come Around”, foi lançado em 1994, mesmo ano em que Kurt Cobain cometeu suicídio, o grunge, naturalmente, dava seus suspiros finais, e toda a leva anterior de excelentes bandas como Faith No More, Red Hot Chili Peppers e Jane´s Addiction lançavam seus álbuns mais fracos.

Então eu entendo que, em um vácuo desses, tenha sobrado uma brecha para o Green Day. Fazendo um paralelo com a música atual: quando tudo está mais do que diluído e que Justin Bieber, a família Restart e os artistas oriundos de reality shows tomam conta das paradas, não tem escapatória... corre pro Green Day. Entendo. O que não dá para entender de forma alguma é chamar o som redondinho dos caras de punk. “Ah, mas eles têm atitude punk”. Cadê? No musical da Broadway? Gostem de Green Day, ok, mas pelo amor de Joey Ramone, deixem a palavra "punk" longe de uma frase que tenha o nome do trio.

Ficar discutindo se os caras do green day são punks e se o som deles é punk rock é pura perda de tempo. Já era uma discussão besta em 1994. O fato é que acho a banda muito boa. Billie joe é um puta compositor de canções pop, que continuam excelentes mesmo quando tocadas ao piano (como fez o Weezer) ou com arranjos bluegrass.

Os dois primeiros álbuns da banda foram lançados originalmente pela Lookout Records, gravadora independente da bay area de San Francisco, que também revelou outros bons artistas de pop punk, como the Queers, Groovie Gouhlies e The Muffs. Assim como o Rancid e o Operation Ivy, o Green Day começou a carreira tocando no clube 924 Gilman, o CBGB's da bay area, que é gerido coletivamente sem fins lucrativos e onde só tocam artistas independentes, muitos ligados ao punk rock.

Por último, a banda realmente se insere na cena californiana de retomada do punk/hardcore [como havia sido citado em outros comentários da webpage], mas foi a única que conseguiu ir muito além disso e se reinventar musicalmente a cada disco, se mantendo relevante por mais de 15 anos, ao contrário de grandes nomes punk como Dead Kennedys e Sex Pistols, que duraram pouco e só têm um disco relevante...

Dependendo do ponto de vista, qualquer discussão é perda de tempo. Mas se a gente não questionar a dita “verdade”, não saímos do lugar. Eu ainda acho que qualquer discussão, mesmo que não chegue a um consenso, serve pra iluminar a cabeça da gente, ver sob outras perspectivas que não a nossa usual. Quanto ao Green Day, já falei o que penso. Quanto ao DK e aos Sex Pistols terem só um disco relevante, primeiro: não é verdade. Segundo: pra você ver o que um punk real pode causar.

Só para esclarecer meu ponto: Sou totalmente favorável a discussões (bem argumentadas) mesmo que elas não levem a nenhuma conclusão. Só acho que discutir quem é ou não punk é um beco sem saída, já que cada um tem uma noção diferente do que é punk. Primeiro seria necessário separar punk enquanto movimento, da música a ele associada, o punk rock. os Ramones são os inventores do som punk rock, mas nunca se alinharam ao movimento punk (inglês?) no que diz respeito ao discurso (tinham muitas letras de amor, humorísticas e non-sense) ou à vestimenta, por exemplo.

Dentre as bandas punks inglesas (a turma de 77), alguns tinham atitude e visão niilista (Sex Pistols), outros se aproximaram do socialismo (The Clash e Stiff Little Fingers) e outros simplesmente cantavam sobre amor e sexo (Buzzcocks), sem falar dos anarquistas. Quem aí é punk? Não me atrevo a dizer. Só sei que eram todos 'punk rockers', que atingindo ou não reconhecimento da mídia e do público, faziam um tipo de música urgente, que expressava as idéias e sentimentos dos jovens da época. Todos também começaram 'fazendo eles mesmos', em um circuito musical underground.

Parece bastante com a história do Green Day, não é? Cuja música em uma primeira fase lembrava bastante Ramones, Buzzcocks, Stiff Little Fingers e Husker Dü. Após 20 anos, os horizontes musicais da banda se alargaram e foram muito além, assim como fez o The Clash a partir do clássico 'London Calling'. Punks? Punk rockers? Jello Biafra é mais punk do que Joe Strummer (líder do The Clash, filho de diplomata, que adorava reggae, rockabilly e compositor do hit pop 'Should I Stay Or Should I Go')? Menos radicalismo, por favor. Não vamos ser a policia do punk, que define quem deve ou não ser considerado punk 'de verdade'.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Green Day em Brasília



A Mondo Entretenimento e o site oficial do Green Day confirmaram nessa segunda-feira as datas da turnê brasileira do trio estadunidense e, surpreendentemente, a capital está na lista de cidades contempladas. Dia 17 de outubro a banda se apresentará aos candangos em local ainda a ser definido. Antes, tocam em Porto Alegre e no Rio de Janeiro. Depois partem para São Paulo, Lima (Peru), e San Jose (Costa Rica). Como de costume, os locais das apresentações no Rio e em SP já estão definidos, assim como os preços dos ingressos e locais de venda. Em Brasília e Porto Alegre o mistério deve continuar por mais algum tempo.

Confesso ficar desconfiado quando começa a se falar sobre Brasília ter entrado de vez no circuito de shows internacionais. Verdade que a grande quantidade de shows dos últimos meses indica uma mudança de status da capital, mas tendo a pensar que se trata apenas de uma onda passageira, dado o pequeno número de produtores locais profissionais, a inexistência de casas de show realmente apropriadas e até o contingente populacional de nossa cidade, se comparada à Rio ou São Paulo. No entanto, a confirmação de uma apresentação com o peso do Green Day para daqui a tantos meses pode ser indicio do contrário. Tomara.

De qualquer forma, esse blogueiro é presença garantida no evento, seja qual for o (com certeza caríssimo) preço das entradas e o local improvisado para o show. Também torço para que a produção se mire na apresentação dos escoceses do Franz Ferdinand e evite a separação de público entre ricos e pobres, mortais e pessoas-muito-importantes, que nada tem a ver com o espírito do rock n roll e com a história do trio pop punk da Califórnia. Como antigo fã da banda, também torço para que o show seja uma retrospectiva da longa carreira do Green Day, em vez de focado no último álbum dos caras. Tanto pelo fato de nunca terem tocado em Brasília (e não darem as caras no Brasil desde 1998), quanto por minha preferência pelo som que o grupo fazia nos anos 90.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

domingo, 4 de abril de 2010

Tim Barry e os punks caipiras


A banda punk estadunidense Avail pode nunca ter oficialmente acabado, mas o compositor Tim Barry definitivamente seguiu em frente, e nos últimos anos tem se dedicado integralmente a seu projeto solo, cujo primeiro trabalho data de 2004. Assim como seus colegas Greg Grafin (Bad Religion), Nikola Sarcevic (Millencolin) e Chuck Ragan (Hot Water Music), Barry investe no gênero que se convencionou chamar de “americana”. Trata-se de uma mistura de folk e country com pitadas de blues, rock e qualquer outro ritmo originário dos campos dos EUA rural. Muito em razão de sua voz, o trabalho do vocalista do Avail lembra bastante o do ex-membro do Hot Water Music, como se pode conferir no player abaixo, disponibilizado pela gravadora do cara, a Suburban Home, em razão do lançamento de 28th & Stonewall, sexto álbum solo de Barry. Bem distante do som de sua banda, mas bastante interessante.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Gaslight Anthem e Stone Temple Pilots lançam músicas novas na web


Os estadunidenses do Gaslight Anthem liberaram ontem a música-título do seu próximo álbum, American Slang, que tem lançamento previsto para o dia 15 de junho. A faixa será a primeira das 10 músicas do disco, e segue o mesmo clima do lançamento anterior dos caras, The ’59 Sound, de 2008 (listado como um dos melhores do ano por esse blog). Se American Slang, o disco, foi citado como um dos lançamentos mais esperados de 2010 pela Rolling Stone gringa, "American Slang", a música, só reforça a expectativa dos fãs do quarteto de New Jersey. Escute aqui a música.

O dia de ontem marcou também a volta do Stone Temple Pilots. Visto por muitos como uma mera cópia das bandas grunge de Seattle, o quarteto californiano teve vários (ótimos) hits nos longínquos anos 90 e pode nunca ter lançado um álbum clássico que ficará para a história do rock, mas é dona de um dos melhores Best Of da coleção deste blogueiro.

A faixa que pode ser ouvida no site da banda é “Between The Lines”, que abrirá o novo álbum da banda, auto-intitulado, o primeiro lançamento desde Shangri-La Dee Da, de 2001. O som é bem pesado e lembra bastante músicas da melhor fase da banda, ainda na primeira metade da década retrasada. O mais ousado, porém, é Scott Weiland cantar um verso como “we used to take drugs”. Vamos ver se a fase junkie está mesmo no passado do vocalista, que rivaliza apenas com Pete Doherty em número de rehabs e prisões por porte de drogas.

terça-feira, 23 de março de 2010

Against Me! – White Crosses (2010)

Se você, leitor do blog, é um dos admiradores da fase acústica do Against Me!, e ficou chocado com os últimos lançamentos da banda americana, não chegue perto de White Crosses, novo álbum dos caras. Nos últimos anos, o quarteto da Florida parece ter se auto-designado uma missão: assustar os fãs mais antigos disco após disco. Primeiro os caras emularam Bob Dylan e eletrificaram seu folk-punk. O passo seguinte foi assinar com uma grande gravadora, jogando para o alto a história anarquista de Tom Gabel. Agora a banda se entrega ao pop rock, deixando um pouco de lado até os tradicionais gritos roucos do vocalista.

Mas se você ainda está lendo esse texto, há chances que também venha a escutar o álbum mais de uma vez, e passada a surpresa, fica mais fácil avaliar as qualidades e defeitos de White Crosses, que está longe de ser um disco ruim. "White Crosses", a música, abre o álbum e dá o tom: não há dúvidas que se trata do som do Against Me!, mas a primeira referencia que vem a cabeça é “Borne On The FM Waves”, do disco anterior, New Wave. Não há aqui a voz doce de Tegan Quin, mas é tudo bastante radio-friendly.

“I Was a Teenage Anarchist” mantém o pique pop e provoca ainda mais os fãs com sua letra, na qual Gabel se lembra de sua fase de adolescente anarquista, como se ela fizesse parte de um longínquo passado. O tom é confessional, mas a critica ao radicalismo e à mentalidade fechada do movimento lembra o desencanto do NOFX com a esquerda cantada em “The Marxist Brothers”. Se Gabel diz que a revolução era uma mentira, Fat Mike já havia dito, com o humor ácido pelo qual é conhecido, que a revolução se resumiria a um podcast.

Após tamanho rompimento com o passado, o quarteto está livre para experimentar o que bem entender em termos musicais, e assim faz ao longo das oito faixas restantes de White Crosses. “Because Of The Shame” tem teclados em abundancia, assim como “We're Breaking Up”, que como o nome sugere, é uma balada sobre o fim de um relacionamento. Ainda mais lenta e pop é “Ache With Me”, que conta com um arranjo de cordas ao fundo e soa quase brega. Já “High Pressure Low” é relativamente dançante e surpreende com seu baixo roubado de New Order. Apenas a curta e boa “Rapid Decompression” lembra o punk rock de outrora, deixando um gostinho de quero mais nos antigos admiradores da banda.

Se a atitude punk consiste em não dar a mínima para o que críticos e até mesmo fãs vão dizer, e fazer apenas ao que lhe interessa, não há dúvidas de que Tom Gabel é um punk de verdade. Mas também é verdade que o som de sua banda se afasta cada vez mais do punk rock, para o bem ou para o mal. Com White Crosses, o vocalista se mostra um excelente compositor de rock, que não se prende a subgêneros ou ao seu próprio passado, mas pode deixar uma montanha de órfãos de um tipo de som original que colocou o Against Me! no mapa musical e redeu trabalhos memoráveis ao longo da década que se encerra.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Alkaline Trio - This Addiction (2010)

This Addiction marca a estréia do Alkaline Trio em sua própria gravadora, a Heart and Skull Records (cujo nome é uma clara alusão ao logo da banda), mas a escalada até uma major e a volta ao meio independente não tiveram uma grande influencia na evolução do som dos americanos, que vem mudando de forma gradual ao longo dos anos. Desde Crimson (2005), a banda tem flertado com o rock gótico e o pop sem nunca deixar de lado o punk rock que conquistou tantos fãs no início de sua carreira. O novo álbum é apenas mais um capítulo desse processo.

A novidade fica por conta de uma volta à simplicidade de outrora, em oposição à produção excessiva dos últimos dois discos. A maior parte das músicas de This Addiction foi gravada com poucos instrumentos e sem muitos efeitos de estúdio, mas isso não significa que essas canções sejam mais pesadas que as de Agony & Irony (2008) nem tão rápidas e sujas quanto àquelas de Goddamnit (1998). Após tantos anos na estrada, o Trio não teve medo de lançar uma coleção de músicas que, apesar do instrumental roqueiro, são essencialmente pop, ainda que não na concepção radiofônica do termo.

As duas faixas mais empolgantes do lançamento são justamente as que abrem This Addiction, a faixa-título e "Dine, Dine My Darling", trocadilho espirituoso para o punk rock direto do baixista Dan Andriano, que mantém o pique e o refrão chiclete da canção anterior. "The American Scream" e "Piss And Vinegar" seguem a mesma linha e, espalhadas pelas 11 faixas do álbum, não deixam o ritmo diminuir muito. Entre as músicas mais lentas estão as boas "Dead On The Floor", "Off The Map" e "Fine", que fecha o álbum. Já "Dorothy" poderia estar em Crimson com seu clima meio dark, mas cheia de guitarras.

Ainda que não seja um álbum fora das fronteiras já conhecidas pelos fãs da banda, This Addiction também guarda suas surpresas. "Lead Poisoning" conta com trompetes muito bem colocados e integrados ao instrumental pop rock que conduz a canção, e "Eating Me Alive" vai além do terreno experimentado por "I Found a Way" no disco anterior e abusa de teclados e batidas dançantes, fazendo do Alkaline Trio uma espécie de Killers do inferno. Da mesma forma que em Agony & Irony, as letras de Matt Skiba e Dan Andriano estão um pouco menos afiadas e assustadoras, mais o temas continuam os mesmos. Se há algum ponto realmente negativo no disco é a sua curta duração, o que também pode ser considerado um elogio.