quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Blackmarket – Blackmarket EP (2008)

O EP de estréia desse quarteto do Arizona (EUA), tem apenas seis faixas, mas mostra uma banda com um potencial enorme. O som dos caras é um indie rock bastante pop, com influencias de Weezer e dos britânicos do Ash e Subways, e conquista o ouvinte de primeira. O single “Sheila”, que aparece tanto em sua versão original quanto na versão para as rádios (absolutamente iguais), tem um ótimo refrão pop que gruda na cabeça e junto com a balada “White Lie”, mostra um pouco da influencia auto declarada de Beatles na composição de melodias grudentas.

“Magic Tricks”, “Drag Addict” e “Bad Call” são mais roqueiras e revelam as boas guitarras de Jason Brindis e do vocalista Daryl Lamont, ainda que a última conte teclados meio desnecessários, um pouco videogame demais. Apesar de marcar a estréia da banda, o EP é muito bem gravado e produzido e mostra que o Blackmarket deve em breve estender o sucesso que já fazem no Japão aos EUA e Europa. Quem sabe até ao Brasil.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Rise Against – Appeal To Reason (2008

Mantendo a regularidade de um lançamento a cada dois anos, os estadudenses do Rise Against estão de volta com seu quinto trabalho, Appeal To Reason. Novamente produzido por Bill Stevenson, também responsável pelo lançamento anterior e pelo fan favourite Revolutions Per Minute, o disco começa muito bem, com duas faixas com a cara do Rise Against, “Collapse (Post-Amerika)” e “Long Forgotten Sons”. O bom single “Re-Education (Through Labor)” aparece em seguida, com um ritmo mais cadenciado, mas com toda a energia que caracteriza a banda.

No entanto, a partir da quarta música, Appeal To Reason pode assustar os fãs. À exceção de “Savior” e “Entertainment”, todas as outras faixas são bastante pop, equilibrando seu lado grudento com os vocais rasgados de Tim McIlrath e, às vezes, letras políticas. Individualmente são músicas boas, mas lado à lado fazem o álbum perder um pouco a energia e a urgência tão características dos outros trabalhos do quarteto. Quando se chega à décima faixa, a balada “Hero Of War”, resta pouco animo para conferir as últimas 3 músicas de Appeal To Reason, que continua decente, mas sem empolgar até o final.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Criticism

A good review doesn't tell you whether you should like or dislike something. It discusses strengths and weaknesses and invites you to make up your own mind based on the information and perspective offered you.

Uma boa resenha não te diz se você deve gostar ou não de algo. Ela discute pontos fortes e fracos e te convida a formar sua própria opinião baseada nas informações e pontos de vista oferecidos a você.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

The Hives em Brasília


Ainda que com um atraso fenomenal, este repórter decidiu escrever uma resenha sobre o show dos suecos do The Hives em Brasília, na última sexta-feira. Antes tarde do que tarde demais.


Com cerca de uma hora de atraso, por volta das 23h o Supergalo, banda brasiliense formada por ex-rockstars locais, subiu o palco dessa edição do Pílulas Porão do Rock para esquentar o público. O Arena já estava bem cheio de fãs da atração principal da noite, devidamente posicionados o mais perto possível do palco. O quarteto tocou seu pop rock sem grandes inovações e com letras típicas de banda iniciante por pouco mais de meia hora. Brasília já revelou grupos melhores.

Segundo relatos, a entrada do Hives foi anunciada no microfone, mas não pode ser ouvida do bar, um pouco distante do palco. O inicio do show do quinteto sueco, portanto, pegou de surpresa um número razoável de pessoas, já que a lógica seria os locais do Móveis Coloniais de Acaju tocarem antes da atração principal. Depois de uma pequena corrida em direção ao palco, o público foi se acomodando. No entanto, à exceção dos fãs mais devotos próximos ao palco, a platéia estava meio fria, demonstrando pouca empolgação e demorando a responder aos comandos e gracinhas do frontman Pelle Almqvist.

O show do Hives é todo coreografado e cada integrante tem sua pose e função no palco. A do vocalista Pelle, mais do que cantar, é bancar o mestre de cerimônias e empolgar o público com sua simpática arrogância teatral. O cara se esforçou bastante, usando todas as 5 palavras em português que tinha aprendido para essa turnê. Alem do clássico “obrigado”, o vocabulário do cara consistia em: “grita aí”, “para”, “senhores e senhores” (impossível saber qual era destinado a que gênero), e um ininteligível “tira o pé do chão”. Engraçado, mas um pouco repetitivo.

Musicalmente, a apresentação foi focada nos dois álbuns mais recentes do quinteto: The Balck and White Album e Tyrannosaurus Hives. No entanto, isso não os impediu de presentear os fãs mais antigos com músicas dos dois primeiros lançamentos, bem distribuídas por todo o show. Do primeiro disco, foi tocada “AKA I-D-I-O-T”. Do segundo, “Main Offender”, “Die, Alright!” e o hit “Hate To Say I Told You So”, já no bis, que foi encerrado com o primeiro single do último lançamento, “Tick Tick Boom”.

Os pontos altos do show foram o novo single “Won’t Be Long”, “Return The Favour”, música muito bem escolhida para o falso encerramento, e os hits, como “Walk Idiot Walk” e as já citadas “Hate To Say I Told You So” e “Tick Tick Boom”. Um pouco ensaiada e teatral demais, a apresentação acaba ofuscando um pouco as próprias músicas, mas nada que estrague o bom show. Talvez melhor que o show em si, tenha sido a oportunidade de assistir uma boa banda internacional da atualidade em Brasília, tão carente de shows do tipo. O Porão do Rock está acertando na produção de shows internacionais em 2008. Tomara que eles continuem vindo.

Ah, sim. Após o show do quinteto sueco, os queridinhos locais do Móveis Coloniais de Acaju encheram o palco para mostrar o último show do seu álbum de estréia, Idem. Boa parte do público já havia deixado o Arena e a parte que ficou parecia mais interessada em encontrar amigos, beber e conversar sobre o show anterior. Por melhores que eles sejam e por maior que seja seu próprio público, o MCA não teria mesmo qualquer chance de se destacar fechando uma noite que na verdade já tinha acabado.

domingo, 31 de agosto de 2008

The Subways em Los Angeles



Localizado na área nobre de West Hollywood, em Los Angeles, o Troubador é uma casa de shows onde cabem cerca de 300 pessoas em frente ao palco. Com um equipamento de som de dar inveja a qualquer venue brasileira, a casa mantém aquele clima intimista de shows underground, sem seguranças ou grades separando o público das bandas. Apesar das muitas bandeirinhas de arco-íris na avenida, o que se via dentro do Troubadour eram roqueiros universitários, alguns adolescentes e poucos adultos comportados, todos convivendo na mais plena harmonia, mantida pelos preços ridiculamente altos do bar. Quando uma long neck de Budweiser custa 6 dólares, quase ninguém segura uma bebida na mão.

Com o maior atraso presenciado por esse repórter em shows nos EUA, a banda de abertura, os ingleses do Spacehog, entrou no palco da casa 4 minutos depois do previsto. Apesar de serem bons músicos, sobra ao quarteto pose e falta consistência musical. Alternando entre glam rock, hard rock tipo Guns N Roses, e até um pouco de grunge, cada música tinha a cara de uma banda diferente e o ponto alto do show foi um bom cover do Faith No More. Um desperdício de talento em meio a tanta pose e falta de direção musical.

Em seguida os estadunidenses do Black Market tomaram suas posições e mostraram um rock muito mais sincero e empolgante do que o do Spacehog, apesar de menos pesado. O quarteto, reduzido a um trio naquela noite, mostrou que os anos 90 continuam vivos e apresentaram um bom repertorio de músicas próprias, que não empolgou muito o público presente, ansioso com a entrada da banda principal. O vocalista Daryl tem uma postura de palco muito parecida com a de Alex Turner, do Arctic Monkeys, e o baterista parece saído diretamente de uma banda alternativa da metade da década passada. O som do Black Market é focado no rock alternativo americano da década passada, com alguma influencia de britpop. Sem grandes inovações, mas muito bom.

Chegou então a hora dos roadies tomarem o palco, com uma eficiência admirável. Poucos minutos depois o Subways tentou fazer uma entrada de impacto a partir de um camarim que fica no segundo andar e cuja saída é uma escada que dá direto no palco. Curioso. Sem enrolação, começaram o show com “Kalifornia”, escolha óbvia, mas muito boa. A baixista Charlotte Cooper e o baterista Josh Morgan tocam bem e são empolgados, mas é o vocalista Billy Lunn que domina o palco e chama o show para si, tentando entreter a platéia desde o início da primeira música. Entre palmas, concursos de gritos e singalongs o rapaz foi aos poucos conquistando o público, que progressivamente ficou mais animado com a apresentação.

Os backing vocals de Charlotte são impressionantemente parecidos com as das gravações, e a interação de palco entre ela e Billy também é muito boa, transmitindo para a platéia toda a empolgação de estar tocando (e ouvindo) rock n roll. Alternando entre músicas de seus dois discos (quase na mesma dose), o Subways fez a clara escolha de privilegiar as faixas mais pesadas e animadas. Das lentas apenas “Mary” foi tocada, ainda assim em uma versão um pouco acelerada, com o público todo cantando junto.

Apesar do espaço pequeno, alguns mais empolgados conseguiram abrir algo próximo a uma roda, onde se podia dançar mais espaçosamente do que em meio ao público blasé. Já no final do show, o energético vocalista Billy Lunn subiu no mezanino e finalmente conseguiu que o público atingisse o mesmo estado de empolgação que a banda. Quando se atirou do segundo andar, no entanto, encontrou apenas o chão. Ninguém na platéia abriu, mas os indies foram incapazes de aparar a queda do cara. Mesmo assim, Billy foi levantado e, sem tanta gravidade, carregado de volta ao palco. Depois de um falso fim de show, o trio voltou para tocar mais 2 músicas, finalizando com o hit “Rock N Roll Queen”. O Subways não entrou com o jogo ganho, mas mostrou competência, profissionalismo, empolgação e um preparo físico de dar inveja. Com isso, conquistou o público bunda-mole norte americano e fez um dos melhores shows que este repórter já assistiu.

sábado, 16 de agosto de 2008

Alkaline Trio em San Diego

foto ilustrativa


O Soma, casa onde o Alkaline Trio se apresentou no último dia 27 de julho na bonita cidade de San Diego, é pouco mais que um galpão que não vende bebidas alcoólicas, mas tem um belo palco e um som muito bom. O local estava bem cheio e pelas contas muito imprecisas desse repórter, cerca de 1500 pessoas (quase todos adolescentes ou universitários) deviam estar presentes para assistir os mais novos astros do pop punk norte-americano.

Mais do que pontualmente, a banda de abertura, a dinamarquesa The Fashion, entrou em ação com alguns minutos de antecedência. Mostrando um pop rock regado com programações e barulhinhos de teclado, o quarteto fez um show animado, apesar da apatia do público que ainda entrava na casa. Claramente, o The Fashion ainda é uma banda inexperiente (principalmente se comparada às bandas que tocariam logo depois), mas mostrou um som e repertório consistentes, e potencial para se tornar um novo Motion City Soundtrack. Com um gostinho de anos 80.

Profissionalíssimos, em seguida subiram ao palco os americanos do American Steel. Com um rock mais adulto e mais condizente com o som da banda principal da noite, o quarteto mostrou experiência desde a rápida passagem de som (que consertou os problemas presentes no show anterior), até a postura de palco que mostra domínio do espaço, passando pelos vocais seguros de Rory Henderson. No entanto, a banda praticamente tocou para ela mesma.

Com pose de banda grande, o Trio demorou bastante para entrar em cena. Após várias checagens e arrumações de palco pelos roadies da banda, o público começou a mostrar sinais de impaciência. No entanto, todo o incomodo da demora desapareceu uma vez que a banda começou a tocar, abrindo o show com "Calling All Skeletons", primeira faixa do novo album dos caras, Agony and Arony. Desse último trabalho foram apresentadas “Do You Wanna Know”, “In Vein”, “I Found Away” e o single “Help Me”, que pode ser ouvido nas rádios rock americanas.

Mas a apresentação dosou de maneira satisfatória musicas de todas as épocas da banda, agradando tanto fãs dessa fase mais mainstream, quanto os que os acompanham a desde o início de carreira. Curiosamente, os caras optaram por não tocar "Stupid Kid", single fan-favorite do álbum From Here To Infirmary. Deste disco tocaram "Private Eye" e "Armagedon", que agitaram o público, como também fez "This Could Be Love" e “Warbrain”. Alternando entre punk rocks e músicas mais lentas, como "Mercy Me" e "Time To Waste", o Trio conseguiu manter o público ligado ao longo de todo o show, cerca de 1 hora e 15 minutos, com direito a falso encerramento para o bis.

A banda mostrou experiência e qualidade na execução das músicas. Ambos os vocalistas seguram bem as partes mais difíceis, mostrando que não precisam de pró-tools. Apesar disso, não demonstram grande empolgação e não se movimentam muito pelo palco. Para sorte deles, nada disso é necessário, já que as composições falam por si mesmas. Isso é especialmente perceptível quando eles voltam ao palco dizendo que esqueceram de tocar uma música e Matt Skiba toca os primeiro acordes de “Radio”, cantada a plenos pulmões pelo público.

O ponto negativo que vale a pena ser comentado é a apatia geral do publico norte americano. A exceção de uma dúzia de empolgados colados na grade e outra dúzia pulando numa roda mais violenta do que é de costume no Brasil, as centenas de fãs se limitam a olhar a banda e balançar levemente a cabeça ou bater o pé. Quando a empolgação toma conta, todos aplaudem e cantam a músicas junto com a banda. Por algum motivo, os punk rockers estadunidenses parecem cachorrinhos adestrados, e não se incomodam com um segurança-macaco plantado no meio da platéia, tampando a visão de outra dúzia de desafortunados que balançam levemente a cabeça. Não é à toa que tantas bandas falam bem do público quando vem tocar no Brasil ou na Argentina.

domingo, 10 de agosto de 2008

De volta

O Rock N Cigarettes continua vivo. Muito em breve estaremos de volta com mais novidades, resenhas e entrevistas. Continuem acessando!

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O Rock N Cigarettes é um blog comunitário sobre o universo Rock N Roll. Se você quiser colaborar, mande um e-mail para rockncigarettes@gmail.com. Boa leitura.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Weezer – Weezer (Red Album) (2008)

Desde seu retorno em 2001, o Weezer deixou de lado a pose e as composições indie e adotou uma postura rock de arena. Nenhum problema, uma vez que o quarteto estava lançando álbuns de qualidade como Weezer (Green Album) e Maladroid. Seguindo a tradição criada pela própria banda, este terceiro disco auto intitulado marca novamente uma mudança de direção no som dos caras. No entanto, parece que o Weezer se perdeu no meio do caminho. A coesão passa longe deste Red Album, que mais parece um amontoado de sobras de estúdio e faz o lançamento anterior dos estadunidenses – Make Believe, de 2005 – parecer um album conceitual.

Logo no início do disco encontram-se duas ótimas faixas que devem (com todo o mérito) bombar nos iPods dos fãs. “Troublemaker” e o primeiro single “Pork & Beans” (acompanhado de um vídeo-clipe fantástico) mostram o Weezer em sua melhor forma, compondo pop rocks aos quais (quase) ninguém resiste. Desnecessário chover no molhado e elogiar a letra da segunda, que dá uma zoada no produtor Timbaland e sua fórmula de sucesso, que pode ser conferida em uns 2423 lançamentos de pop e hip hop este ano. Também logo no início do disco está a épica “The Greatest Man That Ever Lived”. Entre 1584 trocas de ritmo e melodias que vão do metal ao rap, passando por coros, fica difícil saber aonde termina a piada e começa a viagem egocêntrica anunciada pelo título. Desnecessária.

Tão longas quanto “The Greatest Man That Ever Lived” são “The Angel And The One” e “Dreamin'”. A primeira é um bom pop triste que fecha bem o disco. A segunda poderia ser uma boa música se não se perdesse em meio a tantos exageros. Há também 3 faixas compostas e cantadas pelos outros membros da banda. “Thought I Knew”, do guitarrista Brian Bell, é uma boa canção, mas não lembra em nada o rock característico do Weezer. As outras duas são apenas dispensáveis. Mas elas vêm em seqüência, como que pensadas para quebrar em dois e acabar com a unidade do trabalho. O resultado é que com apenas 10 músicas o Weezer consegue transformar o Red Album no pior lançamento de sua estrelada discografia.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Trever Keith - Melancholics Anonymous (2008)

Segundo Trever Keith, ex- vocalista do finado grupo de punk rock Face To Face, Melancholics Anonymous segue de onde Ignorance Is Bliss parou. O cara se refere ao álbum de sua antiga banda que foi um fracasso de vendas e é menosprezado pela maioria dos fãs. Mas Melancholics Anonymous vai muito além do que o álbum de 1999 foi. O primeiro trabalho solo de Keith une a melancolia do título com programações de bateria dançantes, que levam o álbum para longe de um clima simplesmente depressivo. A influencia mais facilmente identificável é o pós punk oitentista (a introdução de “Say Goodbye Again” é totalmente The Cure), mas o trabalho também lembra o som do Garbage em sua mistura de rock e batidas e efeitos eletrônicos.

Apesar das referencias, o disco tem identidade própria e mostra Trever canções tão boas quanto os maiores “hits” do Face To Face. “Cross Your Heart And Hope To Die” abre o disco e é a mais roqueira da 11 faixas. Já “Absolution” é a balada mais calminha (ao lado da faixa-título) e une com habilidade violões e batidas eletrônicas. “Half Asleep” segue a idéia do título e tem um clima etéreo, como um sonho, e a boa “Pushover” é a faixa mais alegre dos 40 minutos de Melancholics Anonymous. Mas as melhores músicas do disco são mesmo “Incommunicado”, que tem a melodia mais legal e grudenta, e “Bleeding Out”, que transcorre em um clima tenso até estourar em um rock energético. Melancholics Anonymous é uma bela surpresa e mostra que Trever não precisa ficar preso a “Disconnected” e outras (boas) músicas do Face To Face que marcaram época.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Música e palavras

A noticia não é nova, mas ainda é digna de nota. A editora virtual Mojo Books trabalha com uma proposta bem interessante: "Se música fosse literatura, que história contaria?". Há quase dois anos no “mercado” a editora já publicou adaptações literárias (contos, na maioria dos casos) de 68 músicas e álbuns de artistas tão diversos quanto Pantera, Mundo Livre S/A, Madonna, Beatles e My Chemical Romance. Desde maio a Mojo também publica adaptações em quadrinhos. O primeiro trabalho em quadrinhos da editora é “Bela Lugosi’s Dead”, da banda gótica inglesa Bauhaus. Todos os livros são gratuitos e em formato PDF e o próximo lançamento será “In Utero”, do Nirvana. Vale a pena conferir.

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O diário Folha de S.Paulo publicou uma nota triste em sua edição do dia 2 de julho:

No Brasil, o equivalente a 77 milhões de pessoas dizem não gostar de ler, segundo a pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", divulgada em maio pelo Instituto Pró-Livro. As principais razões para aqueles não-habituados à leitura: lêem muito devagar (17%); não têm paciência para ler (11%); não compreendem o que lêem (7%); não têm concentração para ler (7%). O brasileiro que lê, em média, conclui 4,7 livros e compra 1,2 exemplar a cada ano


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Recomendação do editor do site Zona Punk, Wladmyr Cruz, em seu editorial semanal sempre repleto de vídeos do YouTube:

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Alkaline Trio - Agony and Irony (2008)

Apesar de ter agradado a critica e garantido à banda um contrato com uma major, o lançamento anterior do Alkaline Trio, Crimsom, está longe de ser unanimidade entre os fãs. Por isso, o lançamento de Agony and Irony foi cercado de muita expectativa. Em entrevistas recentes, o trio declarou que havia demorado na composição do álbum, mas que as gravações tinham ocorrido em apenas 6 semanas e a produção havia dispensado o uso exagerado de instrumentos como pianos, teclados, cordas e efeitos de estúdio. Isso é verdade apenas em parte, e aqueles que apostavam em uma volta às raízes punk rock do grupo podem se decepcionar.

Apesar disso, Agony and Irony é um álbum mais empolgante do que seu antecessor e mostra uma mistura muito bem dosada de punk rock, pós-punk e pop rock. As letras cheias de imagens ligadas à morte, depressão, sangue e afins continuam presentes, mas embaladas por melodias e arranjos menos soturnos. As palmas na ótima faixa de abertura – “Calling All Skeletons” – já avisam que o dia está amanhecendo para o trio. Os refrões excessivamente pop (e um pouco clichés) de “Help Me” e “Love Love, Kiss Kiss” deixam isso ainda mais claro.

Outro ponto interessante é o fato do subestimado baixista Dan Andriano ter composto uma das melhores faixas de Agony and Irony, “In Vein”. A pesar de ser responsável por uma quantidade menor de canções do que nos primeiros trabalhos da banda, Andriano prova que é um compositor tão talentoso quanto seu companheiro Matt Skiba. Este, por sua vez, continua sua trilha em direção ao rock gótico dos anos 80, como fica claro nas boas “Over And Out” e “I Found Away”, que lembram o trabalho da banda paralela do guitarrista, Heavens.

Também vale a pena destacar “Into The Night” e ”Lost and Rendered” que traz alguma novidade ao som da banda com seu clima industrial, com teclados e guitarras bastante distorcidas. Infelizmente as melhores faixas do trabalho estão concentradas em seu início e final, deixando o miolo do álbum meio esquecido, com faixas menos inspiradas como “Live Young, Die Fast”. Se Agony and Irony não é o melhor trabalho da banda de Chicago, traz uma boa quantidade ótimas composições e mostra que a banda tem qualidade e personalidade suficientes para sobreviver ao envelhecimento e às mudanças de gravadora.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Notícias Rock

Os estadunidenses do Less Than Jake liberaram samples de 30 segundos de todas as faixas de seu novo trabalho GNV FLA, que foi lançado no último dia 24. Ouça a prévia aqui, ou baixe o disco inteiro de graça por aí. Se o álbum for tão bom quanto a faixa de trabalho, “Does The Lion City Still Roar?”, deve valer a pena.

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No maravilhoso mundo do dólar decadente, os shows de bandas internacionais no Brasil não param mais. O TIM Festival anunciou duas atrações esta semana: O Gossip, da diva indie lésbica Beth Ditto, e os new ravers do Klaxons. Ainda devem ser confirmados os ciganos do Gogol Bordello e várias outras atrações de indie rock e jazz. O festival acontecerá no Rio, em São Paulo e em Vitória na segunda metade de outubro.

Em outra praia, os pop punkers ingleses do The Fallout Theory anunciaram 8 datas no país, sete delas no estado de São Paulo (a outra será Curitiba), entre os dias 15 e 31 de agosto. A banda faz um som parecido com o do New Found Glory, que também vem tocar em terras brasileiras em novembro. Um dos shows será na 12456ª edição do ABC Pró HC, em Sampa, outro será no Rio e um terceiro ainda será anunciado.

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In other news, a banda de hardcore Rise Against postou em seu MySpace um pedaço de “Little Boxes”, regravação da faixa tema do premiado seriado Weeds, composta por Malvina Reynolds. Artistas tão diversos quanto Linkin Park, Regina Spektor, The Decemberists, Randy Newman, Billy Bob Thornton, The Shins, Death Cab for Cutie e Joan Baez já regravaram a canção para o programa.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Notícias Rock

A semana guardou algumas boas notícias para roqueiros de todas as matizes.

Conor Oberst (Bright Eyes) lançou um site novo para seu Mystic Valley Band, com o qual se apresentará em São Paulo nos dias 16 e 17 de julho. No site é possível ouvir duas faixas do próximo álbum da banda. “Danny Callaham” e “Souled Out!!!” mostram Oberst em composições mais elétricas e vocais mais comportados do que de costume. A primeira é calma e bonita, seguindo o estilo do Bright Eyes, mas com arranjos mais elaborados e pops. A segunda é bem roqueira, com guitarras distorcidas e até alguns gritos. Ambas são muito boas.

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Vazou a faixa bônus da edição japonesa de Rise and Fall, Rage and Grace, novo álbum do Offspring. A música se chama “OC Life” e deixa a dúvida de porque os caras tiraram ela da edição final do lançamento. Não é a canção mais fantástica que o quarteto já compôs, mas mostra um pouco da energia e do feeling que faltam a várias músicas de Rise and Fall... o destaque vai para as boas guitarras de Noodles.

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A banda sueca The Hives divulgou em seu MySpace as datas oficiais dos shows que fará no Rio, em São Paulo e em... Brasília. Aparentemente o quarteto se apresentará em uma das edições do Pílulas Porão do Rock, no dia 5 de setembro.

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Nem só da Apple vive a música do século 21. O tão falado projeto Álbum Virtual da gravadora Trama realmente saiu do papel. Para quem não sabe do que se trata, o projeto é basicamente uma extensão do bem sucedido Download Remunerado, que a gravadora leva a cabo em seu badalado site Trama Virtual. Nesse projeto, os artistas disponibilizam suas músicas para download no site e são remunerados por patrocinadores. Como na TV aberta, você assiste a novela e o jogo de futebol de graça e os anunciantes garantem o lucro da emissora. O Álbum Virtual é mesma coisa, mas com discos inteiros, com encarte virtual, letras, fotos da banda, informações técnicas e tudo mais.

O músico baiano Tom Zé, símbolo de inovação na MPB, foi o responsável pela estréia do projeto, com um álbum de inéditas chamado Danç-Êh-Sá ao Vivo. Entre os próximos lançamentos estará Donkey, segundo trabalho dos internacionalmente hypados CSS (não tem mais essa de Cansei de Ser Sexy). Notícia em todos os jornais e blogs do país, a gravadora mostra que é possível uma empresa mainstream ser inovadora, olhar para o futuro e agradar seus clientes. O presidente da Trama, João Marcelo Bôscoli, diz que a gravadora não quer revolucionar nada, mas no fundo deve saber que está mudando o mercado musical.

domingo, 15 de junho de 2008

The Offspring - Rise and Fall, Rage and Grace (2008)

Após o fracasso de crítica e público de Splinter, o Offspring demorou quase cinco anos para lançar um álbum novo. Se as 12 faixas de Rise and Fall, Rage and Grace são o melhor que o quarteto conseguiu compor em tantos anos é melhor não esperar mais nada da banda. As duas faixas que os caras haviam divulgado na internet, “Half- Truism” e “Hammerhead”, são muito boas, apesar da segunda ser uma coleção de plágios. Infelizmente, o trabalho como um todo não chega nem perto da qualidade delas. “Half-Truism” abre o disco em grande estilo e, seguida pela ótima “Trust In You”, dá falsas esperanças aos fãs que ainda acreditavam no Offspring.

“Trust In You” cheira a Ixnay On The Hombre, mas é seguida por “You’re Gonna Go Far”, uma faixa dançante que às vezes lembra The Killers. Nada a ver. As várias baladas também ajudam a matar o ritmo do álbum. É até interessante ouvir Dexter Holland cantando em um tom mais grave em “A Lot Like Me” e “Fix You”, mas os pianos e a grandiosidade da gravação não combinam com o som da banda. Parecem mais idéias do produtor Bob Rock. Especialmente “Fix You”, com seus “lalalas” constrangedores. Já “Kristy, Are You Doing Ok?” é apenas uma balada excessivamente pop, com seu arranjo de cordas pronto para as rádios. Há ainda “Let’s Hear It For Rock Bottom”, um ska-core preguiçoso, que dá saudades de “What Happened to You?”

O lado mais roqueiro de Rise and Fall... é bem melhor, mas ainda assim insoso. “Takes Me Nowhere” quase salva o jogo e “Nothingtown” é uma boa música, mas nada memorável na longa discografia dos californianos. Já “Stuff Is Fucked Up” tem uma passagem totalmente System Of a Down simplesmente inexplicável. E “Rise and Fall” fecha o álbum em um clima mais rock n roll, mas too little, too late, não dá mais para salvar um trabalho tão sem direção. É curioso perceber com o Offspring fazia um som mais adulto (pode-se dizer maduro?) em seus primeiros álbuns. O som do quarteto foi evoluído para um rock ensolarado e radiofônico que não é ruim, mas sem graça e, principalmente, sem personalidade. Uma pena.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Shows, muitos shows

por Nicholas Gurewitch


O dólar em queda livre tem feito maravilhas pelos festivais de rock no Brasil. Depois do quase-anúncio dos shows do Suicidal Tendencies e do Muse no Porão do Rock, é a vez de dois outros festivais, ambos em São Paulo, anunciarem suas atrações internacionais.

A 11ª edição do ABC Pro HC traz duas bandas gringas. Emery e Love Hate Hero, ambas dos EUA. O line up também conta com as bandas brasileiras Strike, Envydust, Dance Of Days, Darvin, Rancore, Scracho, Fake Number, Hevo84, Display e Voiced. O festival vai acontecer dia 03 de Agosto no Salão Social do Palmeiras.

Já o novo Orloff Five Festival, que está marcado para o dia 6 de setembro no Via Funchal, vai trazer os suecos do The Hives, os estadunidenses do Melvins e as francesas do Plasticines, além do hypado Vanguart, de Cuiabá. Festa indie para ninguém botar defeito.

Lúcio Ribeiro ainda anuncia em seu blog como certa a vinda para o Brasil de Conor Oberst (Bright Eyes) com seu projeto Mystical Valley Band. É difícil confirmar nesses anúncios do cara, mas se tudo der certo, Oberst se apresentará no Studio SP, dias 16 e 17 de julho.

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Dois dos vídeos de hoje não tem nada a ver com as notícias aí de cima, mas são notícia por si só. O outro é o videoclipe das Plasticines para a música “Loser”.