quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Green Day - Revolution Radio (2016)

Resenha originalmente publicada no site gringo Punknews.org

Green Day is at a point in their career where they should be comfortable in their own shoes, putting out records with an established sound that please their fan base, but don’t surprise anyone anymore. Instead, they just went through a mid-life crisis of excesses, both musically and in their personal lives, and now seem to be trying to go back to their punk rock roots. And at the same time not. It’s confusing.

On one hand, Revolution Radio is a single record with 12 mostly-short songs and no complex album-wide narrative to be seen. On the other, it suffers from the arena rock production and the theatricality that marked American idiot and 21st Century Breakdown, from an excess of ballads and from being a band that can’t fit back into the punk rock world, nor can fully embrace a commercial rock sound and attitude.

If you’re a fan of the band, there are enough decent songs here to make for a good listen and at least this time around Billie Joe stopped swearing left and right like a rebellious pre-teen, but his lyrics still leave a lot to be desired. They’re not only full of clichés, but many times you can’t really tell what the hell he’s going on about.

In “Revolution Radio” there are images thrown around for no apparent reason, like “My love's bullet proof; give me cherry bombs and gasoline; debutantes in surgery”. In “Bang Bang”, a tune about mass shootings and police violence, he sings "give me death or give me head; daddy’s little psycho and mommy’s little soldier” and “I’ve got my photobomb; I’ve got my Vietnam”. At some point, you got to ask if he’s just putting war/violence related words together randomly.

Musically, the record is just as lost. If “Revolution Radio”, “Bang Bang”, and “Too Dumb To Die” sound good and as punk rock as Green Day can in 2016, “Outlaws”, “Troubled Times” and “Somewhere Now” are either cheesy ballads or have cheesy ballad-y parts with a grandiose sound and a theatrical atmosphere that don’t mix well with the heavier songs. In addition, many of the melodies seem recycled from older songs and put together like a collage.

"Forever Now" is a different case altogether. Although it has better, more personal lyrics that you can actually understand instead of a bunch words from a same theme put alongside each other, it's almost 7 minutes long and contains a part that refers back to the opening track “Somewhere Now”. In a record that is supposed to be a simple collection of independent songs, it sounds like an ill-fitted forgotten b-side from 21st Century Breakdown.

Luckily, "Ordinary World" is the exact opposite. It's the slower song on the record, but it's the best ballad here simply because it escapes from the overproduction and the overbearing theatricality from the rest of the record. It's sounds way more sincere and natural instead of like they're trying too hard. "Bouncing Off The Wall" and "Youngblood" are also decent tracks, in a fun, poppy and not-too-pretentious way, despite the lyrics still leaving something to be desired.

The general impression is that Green Day want to be underground again without leaving their arena rock sound behind, want to do a straight forward record without giving up on really long songs that mention lyrics from one another, want to be a punk band that have as many ballads as fast-paced tunes, want to be politically engaged without having a lot to say on the topic. In the end, despite some good ideas and enjoyable enough songs, they have a record that lacks focus, creativity and inspiration.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Os (Outros) Melhores de 2015

Como prova do quão velho e desatualizado estou ficando, uma segunda lista de melhores discos de 2015 se fez necessária após pessoas mais jovens e por dentro das novidades terem listado uma boa quantidade de lançamentos dos quais eu nunca tinha ouvido falar. Verdade, que muitos deles vêm de bandas novas e ainda relativamente desconhecidas em outros países, mas em tempos de internet banda larga, Bandcamp e YouTube essa desculpa não é muito boa, então decidi escrever outro post comentando apenas sobre as coisas legaizinhas ou muito legais que eu perdi no ano passado.

Depois de vários anos, Conor Oberst largou um pouco de lado seus projetos folk e voltou a gravar indie rock político com os Desaparecidos. Payola é o nome do álbum lançado pela Epitaph no verão americano. Nada fantástico, mas é legalzinho. Enquanto isso, o trio Nervosas lançou um bom disco de dark-punk com influencias de Dead Kennedys, The Damned e até um pouco de Cramps. Tem vocais masculinos e femininos se alternando e vale a pena dar uma ouvida.

Em uma onda bem diferente, o Midwestern Emo dos anos 90 está mesmo voltando, ainda que na Philadelphia. No verão, o Dogs On Acid lançou seu disco autointitulado, com musicas que lembram Rival Schools e Weezer das antigas. Em outro canto da cidade, o Spraynard voltou à ativa com Pond, uma boa coleção de canções pop punk / emo com letras bem interessantes. Ambos os discos saíram pela Jade Tree Records, casa do estilo desde seus dias de glória.

Já o Not Scientists, da França, soltou um álbum interessante de pop punk tocado e gravado como se fosse um disco dos Strokes. Junto com o Sport, os caras vêm representando bem a cidade de Lyon. E em Toronto, as canadenses do The Beverleys lançaram Brutal, um bom disco de punk/grunge, com destaque para a música de trabalho “Visions”. Mas apesar de todos os lançamentos acima serem bons, os melhores discos que eu deixei passar em 2015 são os seguintes:

Not On Tour – Bad Habits
A banda é de Tel Aviv, Israel, mas toca o legitimo punk rock californiano, com bateria e guitarras velozes e vocais melódicos. A voz da vocalista Sima lembra a de Cinder Block (Tilt) e Mad Marge (Stonecutters). Na verdade, Bad Habits (que contabiliza 16 musicas em menos de 22 minutos, todas elas boas) foi o disco que as garotas do Bad Cop/Bad Cop prometeram mas não entregaram.

Superheaven – Ours Is Chrome
Superheaven é o novo nome do Daylight, banda americana de grunge / rock alternativo com um pé no punk que perdeu seu antigo nome para uma banda espanhola de pop punk. Ours is Chrome sucede Jar, um dos melhores discos de 2013 de acordo com esse blogueiro, e não muda muito a receita de sucesso, contrabalanceando as guitarras sujas com vocais bem melódicos.

Dilly Dally – Sore
A banda canadense acertou em cheio logo em seu primeiro álbum, com um som totalmente calcado nos anos 90. As influencias de bandas como Hole, Pixies e Smashing Pumpkings ficam claras, mas a maior similaridade que vem a mente talvez seja com o Giant Drag, duo também inspirado no som noventista e que lançou um ótimo disco em 2005 e desapareceu do mundo. Boa surpresa.

Civil War Rust – Help Wanted
Se o Broadway Calls e o Swellers pararam de lançar novidades, o Civil War Rust chegou para matar a saudade dos fãs de pop-punk moderno. A banda da Bay Area de São Francisco busca inspiração na história da região para soltar um trabalho curto e certeiro. Melódico e ensolarado sem soar exageradamente adolescente, Help Wanted é um disco perfeito para tardes do verão que já chegou.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Os Melhores de 2015

Na humilde opinião desse blogueiro, 2015 não foi um grande ano para o rock alternativo no Brasil ou no exterior. Mas mesmo sem lançamentos de muitas das principais bandas da cena punk/hardcore e sem bandas novas que tenham realmente impressionado, vários discos bons foram lançados nos últimos 12 meses.

Ambos os vocalistas e compositores do Alkaline Trio – Matt Skiba e Dan Andriano – lançaram álbuns legais com seus respectivos projetos paralelos (The Sekrets e The Emergency Room). O Motion City Soundtrack quase voltou à sua melhor forma com Panic Stations, enquanto Frank Turner decepcionou um pouco com um disco que é apenas ok, tanto nas letras quanto nas melodias e principalmente nos arranjos excessivamente radiofônicos. No Brasil, o Dead Fish lançou um álbum bom ainda que meio esquecível, da mesma forma que fizeram o Teenage Bottlerocket e o Good Riddance nos EUA. Já as californianas do Bad Cop / Bad Cop bateram na trave com um disco que poderia ter sido muito bom se não fosse tão irregular.

Ainda assim, vale a pena destacar alguns álbuns e EPs que merecem continuar sendo ouvidos no novo ano que se aproxima rapidamente. São eles (em nenhuma ordem):

We are the Union – Keep It Down
Com uma mistura contagiante de pop punk e ska californiano, a banda laçou um EP que seria destaque certo 15 anos atrás. Da animada “Call In Dead” à relaxante “The Dreams That You Forgot” passando pelo bom cover de “Burnout” do Green Day, o grupo de Detroit tem o som ideal para tardes de verão roqueiras.

Hooligans United: A Tribute To Rancid
Em teoria, coletâneas, discos ao vivo e tributos não deveriam entrar nessa lista, mas uma exceção deve ser feita a esse ótimo álbum. Com 54 grupos de estilos completamente diferentes tocando street punk, pop punk, ska, reggae e até psychobilly era de se esperar muita porcaria, mas quase 50 das bandas acertaram na mosca, sejam elas famosas ou obscuras, tenham elas mudado substancialmente ou em quase nada os arranjos originais. Boa surpresa. 

Red City Radio - Red City Radio
Talvez o disco homônimo da nada de Oklahoma (primeiro depois da saída do co-vocalista e co-compositor Paul Pendley) não seja tão bom quanto o anterior, lançado em 2013, mas a voz e as melodias marcantes de Garrett Dale dão conta do recado, criando um álbum menos punk rock que os anteriores, mas ainda assim empolgante cheio de personalidade.

Millencolin – True Brew
Belo lançamento do quarteto sueco, sete anos depois do decepcionante Machine 15. A energia das músicas e da voz de Nikola Sarcevic voltaram para mostrar que mesmo com a idade e os caras ainda sabem fazer músicas perfeitas para embalar rolês de skate por aí. É muito provável que a banda nunca volte a lançar um clássico como Pennybridge Pioneers, mas True Brew poderia bem ter sido lançado entre este e Home From Home, lá pelos idos de 2001, e não faria feio.

Make Do And Mend – Don’t Be Long
Misturando o orgcore do primeiro álbum com o rock mais comercial do Segundo, a banda americana lançou um disco muito bom. Os vocais ora limpos ora rasgados contrabalanceiam bem as melodias pop e os instrumentais energéticos e melódicos já característicos dos caras em um trabalho que se encaixa bem ao lado do de bandas como Red City Radio e Polar Bear Club.

Foo Fighters  – Saint Cecilia
Ótima surpresa de final de ano, o EP funciona quase como um resumo da carreira do quinteto. A faixa-título representa o pop rock de hits como “Times Like This”, a animada “Sean” mostra influencias de Husker Du, “Savior Breath” é uma porrada na linha de “White Limo” e “Weenie Beenie”, “The Neverending Sigh” é inspirada por rock clássico e stoner rock e poderia bem estar em One By One, e “Iron Rooster” é a balada da vez (nada memorável, infelizmente). Ainda mais importante, a pretensão e sem gracisse de Sonic Highways passam longe.

Anti-Flag – American Spring
O veterano quarteto de Pittsburgh tem um som característico consolidado e nunca se aventura muito longe de sua zona de conforto. Ainda assim conseguem produzir bons álbuns a cada dois ou três anos. Em termos de melodias e letras, American Spring é mais do mesmo, mas em termos de produção, esse lançamento apresenta um som um pouco mais limpo que ressalta os refrões e deixa o disco mais leve e pop.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

A não-resenha do Porão do Rock 2015

Antes de começar o texto, preciso confessar: estou escrevendo sobre um evento ao qual não fui. E por que eu não fui? Vamos com calma. O festival Porão do Rock começou em 1998, organizado pelas próprias bandas que o criaram com o objetivo de expor seus trabalhos. Nos primeiros anos o foco foi o rock alternativo brasiliense contemporâneo. Com o tempo, esse foco foi se expandindo e passou a contar com bandas alternativas de outros estados até passar a contar com atrações internacionais.

Durante alguns anos o festival alcançou o que para mim era o balanço ideal: uma mescla de bandas novas locais, bandas nacionais de certa expressão, bandas sul-americanas pouco conhecidas e bandas gringas de médio porte. Tudo isso cobrindo vários estilos de rock, do metal mais pesado ao pop-rock, passando por punk/hardcore, indie rock, rockabilly e até um pouco de rap. Parecia estar funcionando. O festival tinha crescido no numero de palcos, público e relevância.

Se apresentaram nos palcos do Porão (entre o festival e as chamadas Pílulas) bandas estrangeiras como Helmet (EUA), Eagles Of Death Metal (EUA), Jon Spencer Blues Explosion (EUA), Mudhoney (EUA), Paul Di’Anno (Inglaterra), The Supersuckers (EUA), Red Fang (EUA), The Hives (Suécia), Nightwish (Finlândia), She Wants Revenge (EUA) e a maior delas, o Muse (Inglaterra).

Entre as bandas nacionais que estavam (mais ou menos) em alta quando tocaram no festival encontram-se Cachorro Grande, O Rappa, Pitty, Luxúria, Marcelo D2, CPM 22, Los Hermanos, Dead Fish, Ludov, Rumbora, Shaaman, Nação Zumbi, Moptop, Leela, Matanza, Superguidis e Móveis Coloniais de Acaju, além de bandas antigas, mas ainda em forma, como Korzus, Viper, Krisiun e Dr. Sin.

Mas em algum momento a receita começou a azedar até chegarmos à pobreza de 2015. Apenas um dia, sob o risco de chuva que para sorte de todos não se concretizou, e com pouquíssimas bandas interessantes. Que fique claro, não quero entrar em uma discussão de gosto, que afinal é como braço: tem gente que não tem. Estou falando de atrações que sejam relevantes no cenário roqueiro atual e que já não tenham tocado no próprio festival várias vezes.

Que me desculpem os organizadores, mas em 2015 Raimundos é tão decadente quanto a versão atual do Guns N Roses, Paralamas do Sucesso vem se transformando cada vez mais em uma banda-legado, que existe apenas pra tocar antigos sucessos para um público nostálgico, como a Plebe Rude já se tornou faz tempo, e o Capital Inicial... bom, não acho que se possa acusá-los do mesmo pecado, mas a produção atual dos caras é ainda mais trilha-sonora de novela do que já era antes.

Quanto às bandas de tamanho médio dessa edição, além de também já terem passado bastante do auge, não consigo nem contar quantas vezes Autoramas, Angra, DFC e Galinha Preta já tocaram no festival. Sei que eu já assisti a shows da primeira umas 74 vezes, mais ou menos um terço delas no Porão do Rock. Desculpa, mas não rola de sair de casa, pagar pra entrar, encarar cerveja e comidas ruins e caras, e enfrentar o fedor e filas dos banheiros químicos por essas atrações.

Isso para não falar de Dona Cislene e Scalene, que tocaram ano passado, e Alf+convidados. Nada contra o cara (Rumbora até foi uma banda legalzinha 15 anos atrás), mas colocar um membro da organização que atualmente está sem banda para tocar com uns amigos e ex-companheiros não é digno de um festival que já almejou muito mais.

Não sei quanto a crise econômica e a falência do governo local afetaram a organização, mas mesmo levando esses fatores em conta, o Porão não parece estar fazendo um bom trabalho. No dia anterior ao festival, a banda suéca de hardcore Satanic Surfers se apresentou para um bom público em Goiânia, a meros de 200 km de Brasília. Só faltou os deuses do rock implorarem para que alguém mandasse um ônibus pegar os caras ali do lado e colocá-los pra tocar no sábado. Certeza que o cachê deles é muito menor do que o desses medalhões brasileiros com cheiro de mofo.

E a taxa cambial atual não pode ser desculpa. Além dos suécos, a banda norte americana de hardcore Ignite se apresentou também em Goiânia no mês passado. E em outubro, a banda holandesa de death metal Asphyx se apresentou aqui mesmo em Brasília. Não são bandas novas nem em seu auge, mas mostram que shows internacionais de bandas alternativas que nunca botaram os pés na capital federal são possíveis e estão acontecendo, mesmo com toda a crise política e econômica.

Como sou um fã do festival, que fez parte da minha formação musical e onde passei momentos muito legais ao longo de mais de uma década, sinceramente espero que o Porão do Rock se reerga e volte a encontrar um caminho que o torne novamente relevante e atraia de volta aqueles que deixaram de comparecer nos últimos anos, especialmente em 2015. Para isso, os organizadores precisarão encontrar novas ideias para superar as dificuldades. Ou podem se contentar em ser só um evento cada vez menos relevante, com uns amigos da produção tocando em anos alternados e uns grupos de pop-rock dos anos 80.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

CJ Ramone no Porão do Rock 2014

Amidst his latest Brazilian tour, CJ Ramone played the traditional Porão do Rock Festival in Brasília, DF. Every time the bassist comes to Brazil he seems more confident in showing his own work, despite the Ramones songs still being the greatest attraction for the vast majority of the audience. In this sense, he's somewhat different from Marky Ramone, who also likes to tour around these parts but seems more and more like a cover of himself.

Not only Marky's gigs are almost entirely composed of Ramones material, he also looks like a caricature of who he once was. With his complete uniform and the perfect black wig, the drummer hires local musicians to fill the spots in his band. It feels a bit like those Ringo concerts where he receives guest after guest onstage for a night of nostalgia. CJ's shows, on the other hand, feel more like Paul McCartney's, where he mixes old and new songs and transmits enjoyment without trying to hide the passage of time.

As in previous shows on Brazilian soil, the Ramones-era hair is long gone and the leather jacket, unnecessary in the tropical heat, gave place to jeans, t-shirt and a NY Yankees cap covering his grey shaved head. Simplicity and genuine pleasure to play transpired. His energetic and experienced band, composed of Adolescents' guitarists Steve Soto and Dan Root and D Generation's drummer Michael Wildwood were also great, easily dominating the somewhat large festival stage .

They opened the show with three of CJ's own songs in a row, "What you're Gonna Do Now?", "King Cobra", and "Understand Me", the first single from his upcoming Fat Wreck Chords release. The tracks are strong, but a bit too mid-tempo to really excite the crowd. Then, they started trowing some Ramones songs around and the audience responded very well, quietly enjoying CJ's tunes and excitingly jumping, moshing and singing along to the old punk rock classics.

Progressively, the setlist went from the bassist's solo songs with a few Ramones tracks in between to an all Ramones moment to close the quick performance. Of the his former band, they played "Blitzkrieg Bop", "Commando", "Judy is a Punk", "Glad To See You Go", "I Wanna Be Your Boyfriend" and "53rd & 3rd", as well as the great "Strength To Endure" - originally sung by CJ in 1992's Mondo Bizarro - and the traditional versions of "California Sun", "Do You Wanna Dance?" and "R.A.M.O.N.E.S." to close the show.

Among the bassist own material were several songs from his previous record, Reconquista, like "You're The Only One", "Carry Me Away", "Low On Ammo" and "Three Angels", composed in memory of Joey, Johnny and Dee Dee. They also played the pretty good title-track of his next record, "Last Chance to Dance". Shame they only had 45 minutes onstage, but the complete show also passed by other 11 Brazilian cities, giving fans a good opportunity to enjoy CJ's "american punk rock".

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Pennywise no Wros Fest em São Paulo

Resenha originalmente publicada no site gringo Punknews.org

Only three days after the announcement that Jim Lindberg was back in Pennywise, the vocalist made his comeback at the Wros Fest in São Paulo, Brazil. Interestingly enough, Lindberg had left the band years ago after refusing to tour South America, which was the last straw in their already damaged relationship. But no grudges were held and Lindberg was very well received by the 4,000 people present at Espaço das Américas last Sunday night. After several concerts in Brazil, Pennywise has a large fanbase in the country that was anxious to see the band once more, either with Zoli Teglas or Lindberg.

Following an energetic performance by Anti-Flag, the foursome took the large stage opening the show with "Wouldn't It Be Nice," immediately leading to the formation of a huge circle pit and loud singalong by the audience, mixed between untiring youngsters and nostalgic 30-somethings of both genders. The setlist compiled songs from their debut until Land Of The Free?, as their last album with Teglas, All or Nothing, was completely ignored. Whether this was because of an absolute lack of time for Lindberg to learn the new songs or a sign that the reformed band will ignore this year's release for now on is open to speculation.

The fact is that classic tunes like "Homesick," "Same Old Story" and "Pennywise" were very well received but the post Jason Thirsk era was privileged as "Fight Till You Die," "Society," "Broken," "What If I," "Date With Destiny," "You'll Never Make It," "My Own Country," "Can't Believe," "My Own Way," "Alien," "Fuck Authority" and "My God" were all played to great response by the audience. Their classic cover of Ben E King's "Stand By Me" was not forgotten either and of course "Bro Hymn" closed the presentation with a lot of singalong from the fans. All according to the script, but very well done and exciting enough since the songs speak for themselves.

As for the band's onstage performance, unlike Anti-Flag before them and Rise Against after, Pennywise didn't rely on rehearsed stage moves and acrobatics and their somewhat advanced age did show, but the lack of physical mobility didn't take anything away from their presentation and the crowd were just too excited singing, jumping, pushing and shoving to care. Lindberg's singing was very good and Fletcher Dragge, Randy Bradbury and Byron McMakin were very comfortable as their experience and absolute control of the situation showed, despite the poor quality of the sound, especially for those further from the stage. That, of course, should be put on the production's account rather than the band's though. In two words: great comeback.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Green Day - ¡Uno! (2012)

Resenha originalmente publicada no site gringo Punknews.org


The first part of Green Day's career is a natural evolution between the formation of the band and the release of Warning, in 2000. The second part starts with the release of American Idiot and is determined by the trio's decision to embrace rock stardom and begin to pose as an arena rock act that writes big sounding rock operas and puts on a show filled with fireworks and other gimmicks. The release of ¡Uno! marks the moment when these two separate eras meet. The new album is part of a huge and pretentious trilogy of records, but at the same time features simpler pop rocks that could have perfectly been released around 2002.

The record starts very well with four good pop punk songs in "Nuclear Family," "Stay The Night," "Carpe Diem" (which sounds a bit like Shenanigans' "Suffocate") and "Let Yourself Go," the punkiest sounding song of the release and arguably the best. After the danceable break of "Kill The DJ," ¡Uno! comes back to its Nimrod-esque sound alternating between "punkier" songs like "Loss of Control," "Angel Blue" and "Rusty James" (whose verses remind "Scattered" quite a lot), and '60s pop influenced songs like "Fell For You", "Sweet 16" and the Foxboro Hot Tubs-sounding "Troublemaker," until reaching its end with the too long "Oh Love".

If the 12 songs go down easily in 41 minutes and ¡Uno! flows nicely between typical Green Day pop punks and '60s infused pop rocks, the singles choices are quite puzzling, since both "Oh Love" and "Kill The DJ" are neither super catchy nor musically represent the record at all. They are not bad songs, really. They are just not very good ones either. But while "Oh Love" fits well as an album ending, "Kill The DJ" just seems incredibly out of place. Actually, it gives the impression that Billie Joe Armstrong and Co. were trying to sound like late Clash, but achieved a Franz Ferdinand-like track that doesn't sound like Green Day at all.

One ill-fitting song is far from ruining the album, though. If you're the kind of person that can look past the make-up, the rehearsed stage moves and the exaggerated use of the word "fuck" for 40-year-olds, and simply listen to the music of ¡Uno!, you're probably gonna enjoy this record. In fact, it's quite hard to dislike it if you're a fan of Nimrod and Warning. All in all, the album is far from being mind-blowing and is very unlikely to change the face of rock 'n' roll (or even the band's current status in the music scene), but is a breath of fresh air and simplicity in Green Day's career and should please both long time and opera rock era fans.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Kathleen Hanna canta Nirvana

Kathleen Hanna, eterna vocalista da banda feminista Bikini Kill, participou no último dia 15 do programa Our Hit Parade, onde cantou pedaços do mega-hit "Smell Like Teen Spirit" do Nirvana e de "Rebel Girl" de seu falecido grupo. Mas o destaque mesmo vai para os casos contados por Hanna ao som de piano. Kathleen mostra um belo domínio de palco não apenas cantando à frente de uma banda, mas também contando histórias de sua juventude ao lado do amigo que cheirava à desodorante. É um grande prazer para fãs da moça e de Nirvana ouvir casos famosos (e outros nem tanto) da história do rock underground da década de 90 da boca de uma das principais personagens da cena de Seattle. Infelizmente não há tradução para o português, mas ainda assim vale muito a pena dar uma conferida.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Zander no Art Garage


No domingo, após as alegrias e tristezas da última rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol, um bom número de roqueiros se reuniu no Art Garage para assistir a seis shows de hardcore. A principal atração da noite era a banda carioca Zander, comandada pelo vocalista, multi-instrumentista e compositor Bil, famoso por seu trabalho em grupos finados como Noção de Nada e Deluxe Trio. O evento estava marcado para as 17h, mas houve certo atraso para o inicio das atividades.

Na abertura do evento, apresentaram-se Rainha Vermelha, os goianos do Atomic Winter, Hellena, Perfecto e Dias. A maior parte do público era ligada à cena hardcore, muitos deles straight edges. Era natural, portanto, a presença de uma barraquinha de comida vegana convivendo em perfeita harmonia com o bar do local. Também havia várias bancas de CDs e merch das bandas que se apresentariam durante a noite. O esquema todo só foi desmontado quando a chuva começou a cair durante o penúltimo show da noite, da banda Dias.

O Zander subiu ao degrau do Art Garage por volta das 23h30, um pouco tarde para um domingo, mas o horário não desanimou os fãs do quinteto. Com o som um pouco embolado a banda carioca começou a apresentação tocando vários sons de seu álbum de estréia, o ótimo Brasa, que estava à venda no local por apenas R$10. Enquanto canções como "Humaitá" e "Motim" eram executadas com muita energia pelo grupo, o apertado salão foi tomado por violentas rodas de pogo e crowd surf. Se o local permitisse, provavelmente também haveria muitos stage dives e até os head walks praticados pelos mais sem noção.

Após o inicio focado em Brasa, as músicas dos dois EPs que precederam o álbum começaram a aparecer e foram recebidas com igual empolgação pelos presentes, que cantavam junto canções mais conhecidas como "Auto Falantes" e a excelente "Pólvora", e não pararam de agitar nem durante músicas mais lentas como "Dialeto", "Em Construção" e "Meia Noite". A apresentação seguiu com essa boa interação entre a banda e o público até o seu final, sem bis, ou qualquer frescura mainstream.

No entanto, nem todos aguentaram o calor extremo que fazia dentro do pequeno Art Garage. As janelas fechadas (talvez em função do pé d'água que caia do lado de fora) e o teto muito baixo não ajudavam a melhorar a o ambiente, que foi ficando cada vez mais úmido. No final da apresentação, a sensação era de se estar vendo um show em uma caverna. Na verdade, à exceção das duas primeiras fileiras imprensadas contra o degrau, também não se estava vendo muita coisa, mas apenas escutando, o que prejudica um pouco a experiência de assistir a uma banda com músicos experientes e com boa presença de palco.

Claro que com os perrengues ficam memórias únicas, como a chance de ver Nenê Altro do Dance of Days quase ser esmagado contra o teto da Zoona Z durante um crowd surf, mas já passou da hora de Brasília ter uma casa de shows minimamente adequada para shows pequenos como o do último domingo. Aliás, também falta à cidade casas de shows para eventos médios, mas não parece que veremos a solução para a falta de estrutura em breve. Por enquanto, os roqueiros da capital continuarão vendo (ou apenas ouvindo) ótimos shows em lugares como Art Garage. Paciência.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A história do Rock N Roll

Novas postagens em breve. Por enquanto, um pouco de humor por Eduardo Medeiros.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Millencolin no Rio de Janeiro


Antigo galpão industrial transformado em centro cultural, a famosa Fundição Progresso foi palco do terceiro dos quatro shows da banda sueca Millencolin no Brasil. Era curioso notar a grande quantidade de roqueiros de todas as idades presentes ao evento a poucos metros dos tradicionais Arcos da Lapa, cartão postal do Rio de Janeiro e porta de entrada para o mais boêmio dos bairros da cidade, local de incontáveis bares e apresentações de samba e mpb. Também surpreendente era a quantidade de "bombados" dentro da casa de shows. Sem camisa desde a primeira música, os freqüentadores de academia conduziam incansavelmente a grande (e impiedosa) roda de pogo que se fixou em frente ao palco durante toda a apresentação. Mas engana-se quem pensa que os musculosos estavam atrás de briga. Comportavam-se como verdadeiros fãs, cantando todas as músicas e ajudando os desafortunados que caiam em meio ao caos a se levantarem. Realmente inesperado.

Completamente alheio às observações antropológicas rasteiras deste blogueiro, o Millencolin conduziu um ótimo show em comemoração ao aniversário de dez anos do seu mais aclamado álbum, Pennybridge Pioneers. Por vota das 22h30 da nublada noite de sábado, o quarteto sueco de hardcore subiu ao palco e colocou os fãs para pularem ao som de "No Cigar", que abre também o disco homenageado. Daí para frente, mandaram todas as 14 músicas de Pennybridge Pioneers na ordem do álbum, com pequenas pausas para tentativas não muito correspondidas de comunicação em inglês com o público e as clássicas palavras soltas em português que devem constar de todo contrato para shows de bandas gringas no país. Mas Nikola, Mathias, Erik e Fredrik conquistaram mesmo o público foi com sua simpatia. Cheios de energia, os guitarristas não pararam quietos durante todo o show. O vocalista Nikola Sarcevic e o baterista Fredrik Larzon são mais discretos, mas não menos carismáticos.

Músicas mais rápidas e conhecidas como “Stop To Think”, “Fox”, “Material Boy” e o hit “Penguins & Polarbears” fizeram o clima dentro da Fundição Progresso esquentar e o público parecia genuinamente feliz de assistir o Millencolin tocando o álbum de cabo a rabo. Como nada pode ser perfeito, o som das guitarras estava um pouco baixo, mas nada que estragasse a boa execução das músicas. Para finalizar a primeira parte da apresentação, Nikola fica sozinho no palco com seu violão e chama uma fã sortuda para subir ao palco e cantar o refrão de “The Ballad”. Apesar de bastante desafinada, Thábata era bem extrovertida e aproveitou seus dois minutos de fama, se recusando a sair do palco quando um roadie tentou tirá-la de lá e dando um beijo no guitarrista Erik Ohlsson quando o restante da banda voltou para o final elétrico da canção. Se terminasse por aí, a maioria já se daria por satisfeita, mas todos sabiam que o quarteto voltaria para tocar mais. O que nem todos sabiam é que elas seriam quase todas antigas, dos primeiros álbuns dos caras.

O Bis começou com o primeiro hit da banda, “The Story of My Life” e seguiu como fan-favourites como “Random I Am”, “Lozin’ Must”, “Killercrush”, “Vixen”, a versão estendida de “Buzzer” e a clássica “Mr Clean” cantada pelo guitarrista Mathias Färm, para encerrar a festa pela segunda vez, deixando uma ótima sensação nostálgica pairando sobre o público. Mas o quarteto ainda tinha reservado mais para o os fãs cariocas e voltou ao palco outra vez para tocar “Bullion”, “Dance Craze” e para fechar a noite em grande estilo, a única canção da dos anos 2000 executada na noite, a ótima “Black Eye”, do disco Home From Home. Os fãs ainda queriam mais e ensaiaram cantar outra vez “Olê, Olé, Olé, Millen-colin”, entoado em coro antes e durante o show, como se estivéssemos no Maracanã torcendo pelo time do coração de cada punk rocker presente no local. O Millencolin não voltou, mas ainda havia tempo para curtir um bom chopp Brahma sob as nuvens cariocas olhando para os arcos da Lapa. Tomara que os suecos voltem em breve.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Metric vs The World


Está acontecendo desde terça-feira no Rio de Janeiro a primeira edição da Rio ComiCon, uma convenção internacional de histórias em quadrinhos organizada pela editora Casa 21. Como em grande parte da chamada cultura pop, muitas vezes as barreiras entre música e HQs são derrubadas por trabalhos que se utilizam uma forma de arte/entretenimento para falar de outras. É o caso de Scott Pilgrim Contra o Mundo, HQ do autor canadense Brian Lee O'Malley, focada nos percalços do relacionamento do canadense pós-adolescente do título com a americana Ramona Flowers.

Apesar da temática, a estética da série (que também virou um belo filme) gira em torno da cultura dos videogames e da musica independente. Scott toca baixo em uma banda de garagem chamada Sex Bob-Omb e sua ex-namorada Envy canta na quase famosa Clash At Demonhead. Para o filme, os produtores convocaram o multi-instrumentista Beck para cuidar das músicas da banda de Scott, o Broken Social Scene compôs as canções do grupo fictício Crash and the Boys e a banda indie canadense Metric cedeu a música "Black Sheep" para regravação pela atriz Brie Larson, que interpretou a ex-namorada famosinha do Scott.

Confira abaixo a apresentação do Metric no lançamento do filme, na convenção de quadrinhos de San Diego em julho. O interessante clipe incorporou à apresentação ao vivo da banda os grafismos que inundam o filme, inserindo a show no universo pop de Scott Pilgrim. Divertido.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Tragam a luz para Liam Gallagher


A nova banda de Liam Gallagher, o Beady eye, lançou ontem sua primeira música, "Bring The Light". Como Liam havia prometido, trata-se de um rock dançante com muitas referencias à sonoridade das décadas de 50 e 60. A proposta pode parecer interessante em um primeiro momento, emulando Jerry Lee Lewis e o começo dos Beatles (obviamente), mas a verdade é que a faixa soa meio genérica. A produção, propositalmente "crua", também não ajuda muito e a impressão que fica é que Liam está cantando dentro de uma garrafa. Não é realmente ruim, mas esperava-se muito mais de 4/5 do Oasis, uma vez que todos os membros da última formação da mega-banda inglesa escolheram participar do novo projeto, deixando Noel Gallagher sozinho em seu trabalho pós Oasis.

"Bring The Light" pode ser conferida abaixo e no site dos caras é possível baixar gratuitamente a faixa, que também será lançada em formato físico numa edição limitada de 4.000 exemplares em vinil no dia 22 de novembro. O disco também terá uma B-Side chamada “Sons of the Stage”, cover da banda World of Twist. O que vocês acharam?

domingo, 7 de novembro de 2010

Marky Ramone Blitzkrieg no Arena Futebol Clube

A noite da última sexta-feira foi marcada para muitos roqueiros brasilienses pela passagem de mais um revival dos grandes Ramones pela capital federal. O Marky Ramone Blitzkrieg conta com o ex-baterista dos pioneiros do punk rock, com Michale Graves, vocalista de uma das formações do Misfits e com dois argentinos desconhecidos substituindo outros dois membros pouco conhecidos no baixo e na guitarra. Pode parecer uma grande enganação, mas inegavelmente rendeu uma hora e meia de muita diversão para os fãs dos Ramones (e do Misfits), da mesma forma que a apresentação de CJ Ramone ano passado no mesmo Arena Futebol Clube.

Do alto de seus 54 anos, Marky continua com a cabeleira impecavelmente preta e mandando bem com as baquetas. O cara toca quase sem pausas durante cerca de uma hora e nos intervalos entre o setlist principal e os dois bis vem aos microfones para agradecer e apresentar Michale Graves. E apesar do nome do projeto, é o ex-vocalista dos Misfits que se comporta como a estrela da apresentação. Comandando a festa, Graves canta, dá seus pulinhos característicos e tem até um momento sozinho no palco. Os músicos argentinos apenas cumprem seu papel de coadjuvantes e tocam de forma competente os instrumentais ramônicos. Poderia ser qualquer um no lugar dos deles que não haveria diferença, mas também não prejudicam.

A apresentação, que teve início após os shows das bandas locais Gonorants e The Squintz, começou com a clássica "Rockaway Beach" e seguiu lembrando bastante o melhor registro ao vivo dos Ramones, It's Alive, de 1979. Os fãs dançaram, pularam e cantaram junto hinos do punk rock como “Teenage Lobotomy”, “Psycho Therapy”, “Sheena Is A Punk Rocker”, “Havana Affair”, “Beat On The Brat”, “53rd And 3rd”, “Judy Is a Punk”, “Rock N Roll Radio”, “Now I Wanna Sniff Some Glue”, “Poison Heart”, “I Believe In Miracles”, “KKK Took My Baby Away”, “I Wanna Be Sedated”, “Pet Sematary”, “Today Your Love, Tomorrow The World” e “Pinhead”, todos tocados quase sem pausas além da clássica contagem: "1234"!

Após cerca de uma hora a banda se retirou do palco apenas para ouvir o público gritar novamente "Hey Ho, Let's Go!". Na volta, o vocalista Michale Graves subiu sozinho ao palco carregando apenas um violão para executar três faixas dos Misfits, como já vinha fazendo nos outros shows da turnê brasileira. Apesar dos gritos pedindo sons da banda de horror punk, apenas uma minoria na platéia sabia cantar junto “Descending Angels”, “Scream” e “Saturday Night”. Momento emocionante para os fãs da banda e de descanso para aqueles que não os conhecem bem. Em seguida, o restante da banda-tributo volta ao palco para executar uma versão elétrica da ótima "Dig Up Her Bones", hit maior da fase em que Graves esteve a frente dos Misfits e "When We Were Angels", primeira faixa própria do Blitzkrieg, composta pelo vocalista.

A banda saiu mais uma vez do palco, mas todos sabiam que o show ainda não havia terminado, não sem a execução do hino maior dos Ramones. Rapidamente os quatro subiram de volta e tocaram “What A Wonderful World”, na boa versão do disco solo de Joey Ramone e obviamente “Blitzkrieg Bop”, para encerrar a noite. Após uma hora e meia, os fãs que encheram o Arena estavam satisfeitos e com sorrisos no rosto.

Por outro lado, não se pode dizer que não houve falhas no evento. Para começar, o público da noite foi visivelmente menor que o da apresentação de CJ Ramone, apesar de ainda ter marcado presença em bom número. Já Michale Graves parecia empolgado, mas não deixou de reclamar do som do local, já que quase ficou surdo com as interferências do microfone e não pode se aproximar do público e da beira do palco sob o risco de tomar choques. O vocalista também se mostrou incomodado com a dificuldade da mesa de som em equalizar o violão na parte acústica da apresentação. Nada, no entanto, que tenha estragado a ótima celebração ramônica com a banda cover de luxo do Marky. Na saída, fãs comentavam que para a homenagem ser perfeita era só tirar os dois argentinos e colocar CJ e o produtor Daniel Ray no baixo e na guitarra. Difícil discordar.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

The Crowd at a Rock Show


A webcomic Subnormality é publicada virtualmente pela Virus Comix desde 2007. A HQ não tem personagens fixos e muitas vezes nem mesmo pode ser classificada como quadrinhos, mas como charge. De qualquer forma, deparei-me com a imagem acima, que me leva a conclusão de que shows undergroud de rock são muito parecidos em qualquer lugar do globo. Claro que há cenas muito mais estruturadas que outras, mas que fã de rock alternativo não se identifica com o cenário e os personagens acima? A charge, disponível apenas em inglês, pode ser ampliada para melhor leitura. É só clicar na imagem.