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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Hospede dá adeus ao Dead Fish

A partir de hoje o Hospede não esta mais na formação do Dead Fish. Foi uma decisão muito difícil mas necessária para não vivermos momentos parecidos com alguns que tivemos no passado. Todos os shows marcados pelo Hospede devem ser remarcados ou re-negociados com o Alyand. Os shows do Inferno dia 07/12, Ribeirão Preto e Hangar estão confirmados mesmo com a saida dele. Faremos o show livre com um integrante menos. Em breve mais informações aqui.


Com essa mensagem postada nesta terça-feira em seu fotolog oficial, o Dead Fish anunciou a saída do guitarrista Hospede da banda. Hospede também toca na banda de hardcore Aditive, e entrou para o Dead Fish em 2003, juntamente com o também guitarrista Philippe.

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Há alguns meses o Green Day anunciou ter cerca de 45 músicas em diferentes estágios de composição. Ontem a banda californiana anunciou que entrará em estúdio em janeiro para gravar o sucessor de American Idiot, de 2004. Nenhuma possível data de lançamento foi anunciada, mas o empresário do trio informou que eles se manterão longe de todos os temas tratados no lançamento anterior. O site oficial da banda também será reformulado e constantemente atualizado com notícias sobre o andamento das gravações.

sábado, 6 de outubro de 2007

As Cinco Mais: Dead Fish

Durante a última passagem dos capixabas do Dead Fish por Brasília, Rodrigo Lima, vocalista da banda, concedeu ao Rock N Cigarettes a lista dos cinco melhores álbuns de sua vida. Procurados pelo blog, os outros membros do Dead Fish não se pronunciaram. Algumas das escolhas de Rodrigo podem parecer estranhas aos fãs da banda, mas são todos discos fundamentais dentro do seu estilo ou subgênero musical. Se você não conhece algum desses álbuns, corra atrás de ouvi-los, porque ninguém é obrigado a gostar de nenhum artista, mas deve pelo menos conhece-los, nem que seja para falar mal. E aí, alguém se arrisca a achar influencias de Jamelão no som do Dead Fish?

Rodrigo Lima

Bad Brains – Banned In DC
Gorilla Biscuits – Start Today
Ratos de Porão – Anarkofobia
Public Enemy – It Takes a Nation of Millions to Hold us Back
Jamelão – Romântico Demais

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Lesto convoca Dead Fish


A inexistência de casas de show em Brasília leva as produtoras locais a procurar todo tipo de alternativa. Dessa vez encontraram a Churrascaria Floresta, na galeria dos estados. Surpreendentemente, o local se mostrou bastante apropriado e com algum aperto, conseguiu comportar toda a fauna presente. Fauna esta bastante diversificada, talvez por conta da localização central da churrascaria, próxima à rodoviária e ao metrô, ou mais provavelmente pelo fato do Dead Fish ser quase unanimidade entre o publico roqueiro. O show estava comemorando o lançamento do segundo álbum do Lesto, Para Todos Aqueles, mas os caras o encaixaram no projeto Lesto convoca (aparentemente nos mesmos moldes do já famoso Móvies convida), e escolheram para essa edição o Dead Fish, mesmo sabendo que os capixabas acabariam sendo a maior atração da noite.

Com um palco que se mostraria mais tarde um pouco baixo, mas com iluminação e som extremamente profissionais, o Ilustra começou sua apresentação pontualmente às 18h30. O público no local já era razoável e a banda mostrou porque tem rapidamente conquistado espaço na cena da capital. Apesar de ser relativamente nova, os caras se postam no palco como se fossem sucesso nas FMs, tocando bem e se comunicando com quem os está assistindo. No screamo do Ilustra quem se destaca de verdade é o vocalista Júlio, que tem jeito de rockstar e comanda a apresentação. A atração seguinte, o Linha de Frente, levou seu público sXe à Floresta para um show de ballet-acrobático-hardcore. O público já estava bem grande, assim como a roda que se formou no meio do salão. Com seus tradicionais discursos, os caras agradaram apesar da ausência do vocalista Maneko que, se não faz muita falta no som da banda (são 3 vocalistas), se mostrou essencial para a apresentação de palco do Linha de Frente.

Era hora dos anfitriões da noite darem continuidade à gritaria. O Lesto mostrou seu novo disco para os brasilienses, além de sons conhecidos do trabalho anterior. O hardcore dos caras é cheio de influencias metaleiras, mas seus genes não deixam dúvida da descendência novaiorquina do som de bandas como Gorilla Biscuits, Madball e Sick Of It All. O vocalista Bruno berrou com toda a força que uma garganta pode berrar na atmosfera desértica da capital. Os 10 por cento de umidade relativa pareceram afetar os vocalistas das 3 bandas, que não fizeram feio, mas já foram vistos em melhores performances vocais. Os 3 shows foram relativamente curtos (cerca de 30 minutos), mas do tamanho ideal para uma noite com 4 bandas. Qualidade é sempre melhor que quantidade.

Ao som de “Ei, Dead Fish, vai tomar no cu”, por volta das 21hs, os capixabas subiram ao palco para seu primeiro show na cidade desde a apresentação no Porão do Rock de 2005. “Sonho Médio” abriu a apresentação levando o grande público à loucura. Gente pulando, berrando, crowd surfing, uma grande roda punk e até Straight Edges pisando na cabeça da galera. Na primeira parte do show houve uma predominância de musicas da fase independente da banda, como “Afasia”, “Proprietários do 3° Mundo” e “Paz Verde”. Quase todo o público conhecia as canções, mostrando que mesmo depois do contrato com a Deck Disk, o Dead Fish continua com uma base sólida de fãs hardcore. A segunda parte foi dominada por músicas dos dois últimos álbuns, como “Zero e Um”, “Você”, “Bem-vindo ao Clube”, “Obrigação” e “Exílio”. Foi nesta parte do show, com composições bem trabalhadas e o som de ótima qualidade, que os guitarristas Hospede e Philippe se destacaram, mostrando do que são capazes.

Nesse ponto do show, com o clima detestável do cerrado em setembro, o salão lotado havia se transformado em uma sauna, mas a empolgação da banda e dos fãs não diminuiu nem um pouco. Os caras tocaram até a antiga “Third World Friendship”, que não estava no setlist. A última parte da apresentação também foi para os fãs old school da banda, com hardcores rápidos como “Molotov”, em que Rodrigo, vocalista da banda, pulou a grade de proteção e entrou na roda, deixando para o público a função de cantar a música. Depois de mais ou menos uma hora de show e frases de efeito como “a gente não vai embora nunca mais” e a clássica “sou eterno nessa Brasíla”, a banda saiu do palco ouvindo pedidos para que voltassem e tocassem o hit “Noite”, mas não foi dessa vez. Um show para ficar na memória dos presentes, muitos deles completamente molhados de suor ao final da noite.

foto roubada de www.fotolog.com/pulsomania

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Dead Fish – Um Homem Só (2006)

Em Um Homem Só o Dead Fish continua a gradualmente refinar seu hardcore melódico, investindo em um som mais trabalhado e diversificado. Como no lançamento anterior, Zero e Um, o primeiro pela major Deck Disk, a produção e gravação são ótima qualidade, dando à banda um som mais limpo, que funciona bem tanto nas músicas mais pops quanto nas mais pesadas. Aliás, a mistura entre músicas pesadas, rápidas, pops e lentas é a maior qualidade de Um Homem Só, evitando que a coisa toda fique repetitiva, como acontece com muitos álbuns de hardcore. Se “Obrigação”, “Exílio” e “A Recompensa” são canções radiofônicas que mostram a habilidade do Dead Fish para compor refrões que ficam na cabeça, “Old Boy”, “Canção Menor” e “Eleito por Ninguém” são rápidas e puro hardcore, no estilo dos discos independentes dos caras. Ainda mais interessantes são “Diesel”, “Menos do Mesmo” e “Um Homem Só”, músicas mais lentas e pesadas que mostram criatividade e possíveis caminhos para os próximos álbuns da banda. As letras também se mostram mais maduras, substituindo os discursos mais radicais e simplistas por versos menos diretos e mais complexos, que permitem diferentes interpretações pelos ouvintes. O ótimo trabalho dos guitarristas Philipe e Hóspede, que mostra semelhanças com o trabalho dos veteranos do Garage Fuzz, é outro ponto a ser destacado. De forma geral, Um Homem Só é um bom lançamento de uma banda que fica melhor a cada disco.