O primeiro dia do Coquetel Anti-tédio levou um público pequeno ao Blackout Bar. Difícil saber se a falta de público se deve a um encolhimento da cena, a uma super exposição das bandas que tocam na cidade quase todo final de semana, ou a ausência da atração principal da noite, a banda chilena Humana. Após a boa estréia do Maltz, que mistura punk rock e música celta, na linha de Dropkick Murphys e Flogging Molly, e uma longa troca de palco, o Ravenna mostrou seu screamo / post-hardcore (ou qualquer que seja o rótulo de preferência) aos presentes. Apesar de tocarem bem e fazerem uma apresentação agitada, fica a sensação de que a banda ainda precisa encontrar uma identidade própria, que os diferencie mais das várias bandas que fazem o mesmo tipo de som.Dando continuidade a alternância de estilos, o Perfecto tocou seu hardcore melódico para um público que parece cada vez menos apreciar o gênero. Apesar do vocal um pouco fraco e do som embolado (comum no Blackout), o quarteto se saiu bem. Não tão bem quanto a banda seguinte, Ilustra. Sempre profissionais, o sexteto screamo estava desfalcado de seu mais destacado vocalista, Júlio. Felizmente para a banda, os amigos ajudaram, se revezando nos vocais gritados. O improviso resultou em show divertido e surpreendentemente bom.
Com a ausência do Humana ficou a cargo do Cárdia e seu hardcore fechar a noite. A banda toca bem, mas não pareceu muito empolgada com a própria apresentação. É verdade que o pequeno público presente não deu ao show ares de Warped Tour ou coisa parecida. A cerveja ingerida por este resenhista também prejudicou um pouco a observação da última apresentação da noite. Shame on me. Resta torcer para que o bom trabalho da produtora Ziperona seja melhor recompensado nos outros 2 dias de shows.
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Uma semana antes do Coquetel Anti-tédio aconteceu no mesmo Blackout a versão brasiliense da seletiva do Zona Punk e Vans Apostam, que teve como vencedores o PDG. Como sempre acontece nessas ocasiões em que o voto popular escolhe a banda vencedora, aqueles que conseguem levar um número maior de amigos ao show ganham. Não é algo que desmereça o trabalho de qualquer uma das bandas que se apresentou na noite, mas a votação poderia ser feita na entrada, já que ninguém (incluindo esse blogueiro) assiste as apresentações para depois se decidir pela banda que mais gostou.
De qualquer forma, todos os grupos visivelmente se esforçaram para fazer uma apresentação que chamasse atenção dos presentes. Em meio ao som quase sempre mais ou menos, o Sem Fim se destacou, fazendo a única apresentação em que era possível ouvir bem o som de cada instrumento em ação. Frente à postura quase shoegazer dos outros integrantes, coube ao baixista Gabriel e ao baterista Dudu agitarem o show. Este último, aliás, fez um ótimo trabalho com as baquetas. O outro destaque foi o Under Atlantic, que fez um show muito animado, tocando seu pop punk / hardcore melódico, com direito a cover de No Use For a Name. Viva os anos 90.